Banda Larga

Operadoras não poderão fazer venda casada para compensar banda larga

Internet móvel pode ser usada onde não houver rede fixa.

Ao anunciar acordo com as teles para a oferta de serviços de banda larga de 1 Mbps a R$ 35, o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, esclareceu que, nos termos do acordo, as empresas não poderão fazer venda casada, ou seja, obrigar o consumidor a comprar outro produto além da conexão à internet.

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Entretanto, pelo acordo, as empresas poderão ofertar internet móvel onde não for possível através da fixa. Bernardo destacou que o acordo firmado vai permitir dobrar a velocidade hoje ofertada no Brasil e reduzir o preço pela metade.

O ministro citou a pesquisa  divulgada em março pela FIRJAN – Federação das Empresas do RJ, que mostrava que o preço médio da internet no Brasil era de R$ 70 e mais da metade das conexões não chegava a um mega de velocidade.

Além disso, ressaltou o resultado de outra pesquisa, segundo a qual 70% das pessoas disseram que não ter internet por causa do preço então, afirmou “acreditamos que a adesão será muito boa”.

Bernardo informou que o acordo prevê um escalonamento tanto na velocidade quanto na abrangência, e a previsão é que todos os municípios brasileiros terão serviço de internet de pelo menos 5 Mbps até 2014. “Este escalonamento foi combinado com a s empresas e temos que ver como será realizado porque existe concorrência”, destacou.

O Ministro garantiu que o governo não abriu mão da qualidade do serviço de internet que hoje é falho e afirmou que esta foi uma determinação da Presidente Dilma . Hoje a maior parte dos contratos garante apenas 10% da velocidade e este cenário terá que mudar, afirmou Bernardo.  Ele acrescentou que a Anatel assumiu compromisso de votar a regulamentação da qualidade contratada até 31 de outubro deste ano. A partir do momento que for regulado tem força de lei e todas as empresas terão que cumprir.

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