Virtualização das funções da rede está nos planos de nove entre dez operadoras, de acordo com pesquisa da F5 Networks.
A F5 Networks divulgou um levantamento, realizado pelos analistas de mercado da Heavy Reading, apontando que o principal desafio das operadoras móveis é investir em infraestrutura e lançar novos serviços para fazer frente à competição de OTT (over-the-top), como o WhatsApp.
A pesquisa, intitulada “The Future of Mobile Service Delivery”, ouviu 73 operadoras móveis pelo mundo e constatou que mais da metade delas (54%) estão preocupadas com os gastos necessários para atualizar sua infraestrutura interna de modo a ganhar mais competitividade. Além disso, 57% das empresas confirmam que precisam atingir maior velocidade para implantar novos serviços no mercado.
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Para mudar esse quadro, a aposta do setor é o NFV, ou seja, Virtualização das Funções de Rede (Network Function Virtualization). Segundo a pesquisa, nove entre cada dez operadoras entrevistadas afirmaram ter planos de investir na tecnologia para redes móveis ainda em 2016.
A busca dos gestores é por soluções de NFV que sejam interoperáveis entre si e, para 72% deles, essa tecnologia é o melhor caminho para uma infraestrutura de telecom virtualizada. Além disso, 70% deles acreditam que o NFV vai levar as empresas a agilizar o desenvolvimento e entrega de novos serviços e aplicações móveis.
Das operadoras entrevistadas, 28% afirmam já contar com infraestrutura NFV dentro de casa, enquanto 30% diz estar no processo de implementar este ambiente nos próximos 12 meses. Outros 30% estão trabalhando para ativar os ambientes NFV em até 18 meses.
Segurança é preocupação para implantação de NFV
A principal barreira para a implementação do NFV nas operadoras é a dúvida sobre a segurança deste ambiente. Segundo o levantamento, 65% dos entrevistados desconfiam dos recursos de segurança oferecidos pelo modelo NFV. Ainda assim, 48% preferem ofertas NFV em 2016, enquanto 12% não irá adquirir soluções NFV neste período.
A estatística mais significativa sobre as dificuldades para avançar para o NFV, porém, talvez seja o fato de que 41% dos entrevistados dizem ainda não saber o suficiente sobre o universo virtualizado de telecom.

