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Oracle lança ERP na nuvem e mira em PMEs para ganhar mercado

Empresa aposta em solução escalável e cobrada por número de usuários para conquistar clientes de concorrentes.

nuvemA Oracle lançou hoje, durante seu evento Oracle OpenWorld Latin America 2016, o ERP Cloud para o Brasil. A solução será comercializada como Software como Serviço (SaaS) e é voltada para todos os tipos de empresas, estando em conformidade com as regras e regulamentações do país, incluindo as questões contábeis. A expectativa da fornecedora é conseguir captar clientes das concorrentes, principalmente da SAP e da Totvs.

O ERP Cloud foi lançado nos Estados Unidos há dois anos e, segundo Luiz Meisler, vice-presidente executivo da Oracle América Latina, a demora para lançar foi em razão das adaptações da ferramenta a burocracia brasileira. “O momento também é perfeito devido à crise. Estamos com boas expectativas”, diz.

A nuvem matou o hardware?

O executivo considera o momento bom porque o modelo de cobrança da solução será por número de usuários. “Essa é a grande vantagem para as PMEs (pequenas e médias empresas) que poderão contar com a mesma ferramenta utilizada pelo HSBC e General Electric (GE)”, afirma. “Nosso maior foco são essas empresas.”

Ainda de acordo com Meisler, a Oracle não distingue PMEs por setores, mas sim por expectativa de crescimento. Na visão dele, se a empresa pretende crescer, terá de adquirir um ERP mais potente para lidar com mais dados. “Comprar um SAP Hana sairá muito caro, então investir na nossa solução pode representar o melhor custo-benefício”, afirma.

O ERP Cloud, que também está disponível para outros países da América Latina, será indexada em moeda local. O plano da Oracle é alcançar 5 mil empresas com a solução na região até o final deste ano.

Nuvem no país ou fora?

Para o CEO da Oracle, Mark Hurd, o data center instalado no Brasil no ano passado não foi um condicionador para o lançamento do ERP Cloud. De acordo com ele, a infraestrutura baseada em Campinas (SP) fez parte de uma estratégia locas para aumentar a confiança dos clientes nas soluções da Oracle.

Já Meisler lembra que alguns países e setores da economia já exigem que os dados das empresas sejam locais, o que é uma vantagem para o Brasil. O problema surge nos países em que a Oracle não está presente. Nestes casos, a opção é o cliente adotar uma nuvem pública para rodar o ERP, enquanto os dados são guardados em uma nuvem privada.

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