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Os riscos da utilização da Inteligência Artificial

A concentração do desenvolvimento e da propriedade intelectual da IA num pequeno grupo de corporações e governos pode exacerbar a desigualdade entre os pequenos e médios negócios e as grandes corporação.

 

*Por Daniela Bottai

Apesar do grande avanço do uso da Inteligência Artificial nas empresas, é preciso lembrar que ainda estamos no “jardim de infância” do que a tecnologia pode modificar em nossas vidas.

Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. O potencial de sua utilização é enorme. Porém, precisamos fazer a nossa parte e considerar de forma séria o potencial de riscos e mudanças associadas à AI de forma cada vez mais intensa.

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Tenho várias preocupações quanto ao assunto e vou tentar abordar algumas delas. Nesse primeiro artigo sobre o tema, penso que o ponto mais importante dessa discussão é a possível perda de muitos postos de trabalho, assunto que os especialistas querem nos fazer acreditar que está sob controle.

Do meu ponto de vista, não está não! Acredito que a quantidade de trabalhadores sem qualificação que irão perder seus postos de trabalho será um grande problema que todas as Nações deverão se debruçar. Senão, estaremos, mais uma vez, perpetuando as desigualdades sociais e reduzindo as oportunidades de mobilidade social.

Nossa responsabilidade é a de desenvolver novas habilidades nessa força de trabalho, ajudando esse público a se adaptar num cenário onde a IA irá dominar, independente de nossa vontade. Alguns especialistas arriscam a dizer que muitos outros tipos de trabalho irão ser criados, mas sou como São Tomé, preciso ver para crer.

Se o trabalhador menos qualificado terá menos oportunidades, terá também menos mobilidade social. A IA tem também o potencial de contribuir para o agravamento da desigualdade econômica, beneficiando apenas os indivíduos e corporações mais poderosos.

A concentração do desenvolvimento e da propriedade intelectual da IA num pequeno grupo de corporações e governos pode exacerbar a desigualdade entre os pequenos e médios negócios e as grandes corporação. Isso sem falar no gap entre as Nações.

Uma outra preocupação é com relação à confiança extremada na IA na comunicação e nas interações. Penso que o ideal será manter um equilíbrio entre tecnologia e interação humana.

Nossa vida é baseada nas interações, nas relações humanas e devemos permanecer nos relacionando sem a interferência da máquina sob pena de perdemos nossas melhores qualidades: amor ao próximo, empatia, habilidades sociais ou entre outras palavas, a nossa própria humanidade.

Voltaremos a esse tema num futuro próximo! *Daniela Bottai é diretora de Auditoria Interna do Grupo Itaú Unibanco.

Este artigo é de total responsabilidade da autora, não representando, necessariamente, a opinião do Portal IPNews.

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