
O mercado global de PABX está em plena transformação. De acordo com o relatório PBX Market Size, Share, and Forecast Outlook 2025 to 2035, feito pela Future Market Insights, o setor deve saltar de USD 44,26 bilhões em 2025 para USD 124,54 bilhões em 2035, registrando um crescimento médio anual de 10,9%. A migração para o PABX em nuvem, alavancada por soluções mais escaláveis, custo-efetivas e com forte componente de inteligência artificial, está no centro dessa expansão. O modelo tradicional de telefonia corporativa, baseado em equipamentos físicos, vem perdendo espaço rapidamente para sistemas IP e hospedados, que oferecem não apenas maior eficiência operacional, mas também suporte à mobilidade, trabalho remoto e integrações inteligentes.
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No cenário internacional, a tendência é clara: empresas norte-americanas e europeias já consolidaram a nuvem como padrão, impulsionadas pela necessidade de otimizar custos e melhorar o atendimento ao cliente. Setores como TI, saúde, finanças e varejo já incorporam plataformas de comunicação avançadas para dar suporte a operações de contact centers, serviços críticos e equipes distribuídas globalmente. Além da economia, a adoção é justificada pela possibilidade de aplicar inteligência artificial em funcionalidades como roteamento inteligente de chamadas, voicebots, chatbots e análise em tempo real, recursos que reduzem filas, agilizam respostas e elevam a experiência de usuários internos e externos.
No Brasil, entretanto, a adoção ainda é tímida: menos de 15% das empresas operam integralmente em nuvem, enquanto a maioria mantém modelos híbridos ou ligados a grandes operadoras por meio de SIP Trunking. É nesse espaço que o Grupo C&M tem se destacado. Formado pelas operações de serviços de telecomunicações, com a provedora Vocom, e pela distribuidora parceira da GoTo, a companhia já consolidou presença no mercado nacional com seis mil clientes ativos, além dos mais recentes 20 clientes nos Estados Unidos e o início das operações no México, conquistando cinco empresas em apenas dois meses.
O plano de crescimento do grupo prevê que até o final de 2025 sete mil clientes sejam alcançados no Brasil pela plataforma, outros 100 nos EUA e 50 no México.
O CEO do Grupo C&M, Emerson Carrijo (foto), conta que a empresa tem trabalhado na aplicação de inteligência artificial para automatizar funcionalidades, desde o atendimento básico por URA inteligente até análises preditivas de volume de chamadas. Essa evolução atende tanto às pequenas empresas, que buscam organização e gestão de tempo, quanto às grandes corporações, que priorizam controle de custos, KPIs (indicadores de desempenho) detalhados e atualização tecnológica permanente.
Ele defende que o diferencial competitivo do grupo está em unir infraestrutura robusta, suporte local e inovação contínua. Enquanto players globais como Cisco, Avaya, RingCentral e 3CX lideram o movimento no cenário internacional, a C&M consegue confrontar grandes operadoras traduzindo esse avanço para a realidade latino-americana, oferecendo soluções adaptadas às particularidades de cada mercado. “No México, por exemplo, a rápida adesão nos primeiros meses reflete a demanda reprimida por serviços modernos de comunicação em um ambiente de digitalização acelerada”, diz ele. Já nos Estados Unidos, a competição é mais intensa, mas a empresa aposta em atuação via parceiros e no atendimento personalizado para ganhar espaço.
“A adoção do PABX em nuvem ou Cloud PBX vai além da redução de despesas. Trata-se de melhorar o atendimento ao cliente, aumentar a produtividade dos funcionários e oferecer às lideranças informações estratégicas para a tomada de decisão. Dashboards de desempenho, análises em tempo real e relatórios automatizados tornam-se ferramentas indispensáveis para executivos que precisam gerir operações em ritmo acelerado e cada vez mais digitalizadas”, ilustra Carrijoo.
Perspectivas e inovação: o caminho do Grupo C&M até 2030
O Grupo C&M já projeta o uso intensivo de inteligência artificial e automação como diferenciais competitivos até 2030. Entre os avanços previstos estão sistemas capazes de antecipar picos de demanda, roteamento inteligente de chamadas baseado em perfil de cliente e análise preditiva de falhas operacionais. A meta é que os recursos de IA não apenas melhorem a experiência do cliente, mas também ofereçam insights estratégicos em tempo real, permitindo que gestores identifiquem rapidamente gargalos, ajustem fluxos de atendimento e maximizem a eficiência operacional.
Além disso, a empresa planeja expandir funcionalidades de integrated contact center, combinando comunicação por voz, vídeo, chat e e-mail em uma única plataforma inteligente, totalmente baseada em nuvem. Essa estratégia visa consolidar a liderança em mercados emergentes da América Latina, enquanto mantém competitividade em mercados maduros como os Estados Unidos, onde a experiência do usuário e a personalização do atendimento são diferenciais críticos.
O PABX em nuvem é também uma solução estratégica para pequenas e médias empresas (PMEs), segundo os especialista. Para eles, empresas que buscam profissionalizar seu atendimento e otimizar custos, encontram na tecnologia uma forma de operar por meio da internet, eliminando a necessidade de infraestrutura física complexa e permitindo que os colaboradores utilizem seus ramais em dispositivos móveis, como celulares e computadores, de qualquer local com acesso à internet.
Isto garante flexibilidade no trabalho remoto e no atendimento a clientes, sem comprometer a imagem profissional da empresa. A escalabilidade do PABX em nuvem permite que as PMEs ajustem facilmente o número de ramais conforme a demanda, sem custos adicionais significativos. Com isso, as empresas podem crescer de forma ágil, mantendo a qualidade no atendimento e a eficiência operacional.
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