IPv6, de sistema ilimitado, substituirá o atual.
O CETIC (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e Comunicação), em entrevista ao IPNews, fez uma explanação desde o surgimento da internet até os dias atuais, contando com o polêmico anúncio do Plano Nacional de Banda Larga.
Segundo Alexandre Barbosa, gerente do CETIC, a internet, que surgiu em meados da década de sessenta, mas que somente chegou ao alcance das pessoas em mil novecentos e noventa e cinco, inicialmente tinha o objetivo de integrar máquinas. Com o passar do tempo e da evolução, o foco se virou para a interligação das pessoas.
Como dados, de acordo com Barbosa, a primeira aplicação forte – esta que prevalece até hoje – foi o e-mail. Atualmente, a internet abrangeu também as redes sociais, as quais permitem aos grupos a formação de discussões de temas comuns, bem como as empresas que fazem negócios e contatam seus clientes.
Entretanto, a internet que hoje liga pessoas, unirá, no futuro, os objetos. Barbosa exemplifica com os carros que já possuem conexão Wi-Fi ou mesmo utensílios domésticos que apontam as necessidades dos domicílios.
Com isto, o número de endereços IP facilmente se esgotará e, segundo Alexandre, será o momento que entrará o novo sistema para abrangência dos endereçamentos.
“O IP4 é limitado e se esgotará em, no máximo, dois anos. É quando entrará o novo projeto, o IPV6, o qual não tem limite para o número de novos endereços a serem cadastrados. Ou seja, tanto as pessoas como as coisas poderão ter o seu IP único”, explica.
Questionado sobre a importância do Plano Nacional de Banda Larga, Alexandre respondeu que, apesar das críticas atuais a respeito das metas tímidas do projeto, este é essencial para o Brasil. Isto porque, segundo ele, 62,9 milhões de brasileiros acessam internet regularmente.
Além disso, a média de usuários é de 32% dos domicílios (rurais e urbanos) que possuem computador, mas apenas 24% possuem internet. Logo, segundo ele, o PNBL eliminará duas barreiras: a de custo e a de falta de disponibilidade em muitas áreas.
Como estimativa, o CETIC aposta que, nas metas do Plano, os 24% se transformarão em 80% das casas com internet e que isto gerará um impacto muito grande para a sociedade.

