O Brasil é o quarto maior alvo do mundo e o país com maior crescimento na frequência e no tamanho dos ataques de negação de serviço (DDoS) registrados a cada ano, segundo dados da Huge Networks. E o 5G pode ajudar a aumentar estes índices, graças à sua alta capacidade de transmitir dados.
Maior parte de ISPs não está preparada para combater DDoS, diz pesquisa
Como dispositivos de Internet das Coisas (IoT) são os alvos mais propícios para desenvolver botnets – por sua falta de segurança – vão utilizar com frequência a rede 5G, os ataques DDoS ganham poder, na visão da empresa.
“Ataques DDoS sofisticados poderão ser lançados com muito mais facilidade e organizados com rapidez, já que a disponibilidade de computadores vulneráveis e com mais capacidade de banda é maior”, diz comunicado da Huge.
Os ataques volumétricos também devem continuar crescendo. O recorde de 1,2 Tbps da Mirai, que foi alcançado com uma botnet de dispositivos de câmeras de monitoramento (CFTV), poderia ser facilmente multiplicado dezenas de vezes, ou mais, com a conexão 5G.
Em recente pesquisa realizada pela Canal Tech, um mero ataque de 10 Gbps pode custar em torno de $10,00 por semana, sendo a ferramenta criminosa mais rápida e simples.
O risco já é reconhecido pelas empresas de telecomunicação que estão expandindo a tecnologia há algum tempo. De acordo com o CISO da Jio, operadora que desenvolve o 5G na Índia. “O tráfego 5G vai facilmente inundar as redes.”
Segundo ele, normalmente, para lançar um ataque DDoS volumétrico, é necessário angariar o poder de 10 mil servidores comuns, mas com o 5G, cada indivíduo teria, por exemplo, 1 Gbps de banda disponível, e os ataques seriam catastróficos. “É importante tomar muito cuidado. Os investimentos em segurança precisam ser maiores.”
Para minimizar os seus riscos, a Huge diz que é essencial que as empresas priorizem uma estratégia de inteligência de ameaças DDoS avançada, como a utilização de scrubbing centers com pelo menos 10 vezes a capacidade do ataque, com proteções eficientes contra os ataques do presente e para os do futuro, possuindo capacidade dedicada para mitigar os maiores ataques volumétricos sem degradar sua rede.
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