Pesquisas

Pesquisa aponta relação entre uso de tecnologia, ganho de escala e retorno de investimento em projetos de impacto social

Os negócios de impacto social que fazem uso da tecnologia tendem a atrair mais investimento; o recurso financeiro traz mais inovação para as empresas e potencializam a escala e a competitividade. A conclusão é do 2º Mapa de Negócios de Impacto Social + Ambiental, que ainda aponta que a tecnologia aumenta o retorno para investidores que apoiam esses negócios e para os próprios empreendedores.

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De acordo com o relatório, as tecnologias mais difundidas e de menor complexidade podem auxiliar os negócios de impacto social a otimizar processos, reduzir custos, melhorar a experiência dos produtos e serviços e escalar alcance. A tecnologia utilizada nesses negócios são serviços e ferramentas que otimizam processos de gestão, logística, análise de dados e usabilidade.

O recorte Uso da Tecnologia pelos Negócios de Impacto Social mostra que entre os 1.002 negócios mapeados, 27% fazem uso de big data; 26% inteligência artificial; 22% Internet das Coisas (IoT); 20% energias renováveis; 14% biotech; 12% chatbot; 8% blockchain; 8% realidade mista; 7% moedas virtuais; 5% impressora 3D; 5% drones; 3% robótica; e 21% outras tecnologias como mobile, aplicativos e ferramentas proprietárias.

O mapeamento mostra que não usar tecnologia pode significar rever produtos, serviços e modelos de negócios no futuro. O custo e o desafio do crescimento podem aumentar – ou não – dependendo da ferramenta empregada para dar suporte: seja na solução ou na própria gestão do negócio.

A relevância da tecnologia também aparece na análise de negócios que já foram acelerados ou captaram recursos financeiros. Entre os negócios mapeados que já passaram por aceleração ao menos uma vez, se destaca quem utiliza, big data, chatbot, inteligência artificial e IoT na sua solução. Entre os que já captaram investimento, destacam-se negócios que utilizam big data e inteligência artificial.

Apesar do número crescente de negócios de impacto identificados no Brasil, o relatório aponta que o estágio de maturidade das empresas ainda se encontra em etapas mais iniciais, com ampla demanda por capital. A presença de programas de aceleração, validação de soluções por grandes corporações e, fundamentalmente, o apoio de capital surgem como necessidade.

Prova disso é que 45% dos empreendedores entrevistados ainda não geram receitas. Logo, necessitam finalizar protótipos, validar modelo de negócios e perfil de clientes, que são pontos críticos do estágio “semente”.

Conduzido pela Pipe.Social – plataforma de conexões para fomentar o ecossistema de impacto no Brasil – a segunda edição do Mapa de Negócios de Impacto Social + Ambiental foi estruturada para acompanhar a evolução do pipeline de negócios de impacto socioambiental no país, ajudando a orientar estratégias e ações dos diversos atores que estão construindo e fomentando um novo setor da economia do país.

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