
Está prevista para esta terça-feira (02/006), a votação, pelo Senado, do projeto de Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet (PL 2.630 de 2020), de autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania -SE). Para a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), apesar de ser uma medida bem-intencionada e tentar endereçar preocupações legítimas da sociedade, como o combate às fake news, o projeto desconsidera os efeitos negativos para a população e aos provedores de aplicação, ameaçando o direito fundamental à liberdade de expressão, modificando o entendimento sobre o regime de responsabilidades na Internet construído pelo Marco Civil da Internet, e impactando negativamente a privacidade e segurança dos brasileiros, assim como criando barreiras à liberdade econômica e à inovação.
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“Os riscos e vícios legais do Projeto de Lei se agravam pela ausência de um debate amplo e democrático, com a participação de agentes econômicos, poder público, sociedade civil e academia, assim como pelo contexto excepcional da pandemia do Covid-19, no qual o Congresso Nacional opera à distância, sem que, por exemplo, o projeto passe por comissões para análise de sua viabilidade técnica, constitucional, econômica e fiscal”, afirma Leonardo Palhares, presidente da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico e sócio do Almeida Advogados.
Outra questão apontada por Palhares, é que o PL traz mais problemas do que soluções. “O projeto transfere às plataformas de aplicação atribuições estranhas à sua atuação relativas ao controle e monitoramento de práticas e condutas de usuários na Internet, prevendo, por exemplo, bloqueio/exclusãode ‘contas inautênticas’, de ‘disseminadores artificiais’ ou de ‘redes de disseminação artificial’, o que pode incentivar uma espécie de censura privada”.
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