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Plano Nacional de IoT pode fazer setor decolar, mas empresas precisam estruturar seus planos, diz diretor da Frost & Sullivan

Renato Pasquini acredita que dinheiro disponibilizado pela política pública pode fazer o setor decolar no Brasil, desde que empresas profissionalizem seus projetos de Internet das Coisas.

O ecossistema de Internet das Coisas (IoT) está se desenvolvendo no Brasil, com o Plano Nacional de IoT podendo alcançar um importante papel para ajudar o setor a crescer. A avaliação é de Renato Pasquini, diretor de Pesquisa e Consultoria em Transformação Digital da Frost & Sullivan para América Latina. Para tanto, as empresas precisam estruturar seus projetos para que justifiquem o investimento por parte do BNDES.

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“Entendo que a política pública tem tudo para fazer a IoT decolar, disponibilizando o dinheiro, capital humano e condições regulatórias para investimento”, disse o diretor durante o dojot IoT day, evento realizado ontem (6/4) pelo CPqD, em Campinas (SP).

Já a falta de muitos projetos financiados é causada por projetos que não foram bem estruturados e que não justificam o investimento, acredita Pasquini. Neste caso, entidades como o Sebrae podem ajudar empreendedores a terem planos mais consolidados e que tragam oportunidade real de negócios sem grandes riscos para o BNDES.

O desafio agora, segundo o diretor, é a falta de conectividade nos rincões do País, que afeta principalmente o agronegócio. Ele aponta que o uso de redes móveis pode resolver o problema. “A integração entre ecossistemas, que inclui desenvolvedores de software, é outro desafio, mas vejo o ministério de tecnologia tentando incentivar o setor para eliminar o gargalo”, explica Pasquini.

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