Resultado da fusão da Polycom com a Plantronics em 2018, a nova Poly começa a tomar forma na América Latina. Em encontro com a imprensa especializada brasileira nesta terça-feira, 16/04, Pierre Rodríguez, vice-presidente para a América Latina e o Caribe na Poly, e Paulo Sierra, diretor geral da operação Brasil, detalharam o modelo de negócio adotado pela nova empresa na América Latina.
Poly é a marca da empresa resultante da fusão Plantronics e Polycom
Segundo Rodríguez, as empresas tinham perfis comerciais distintos, o que beneficia a integração inclusive dos canais de distribuição e revenda. “A Plantronics avançou muito contando com pouca gente no Brasil”, disse. Segundo ele, a empresa contava com apenas dois profissionais na área comercial, frente a equipe de 37 pessoas de vendas da Polycom. “Agora, com a fusão e a expansão dos negócios, devemos fechar 2019 com 95 pessoas no total”, comenta o executivo.
Com o portfólio de produtos mais amplo, o foco atual da companhia é melhorar a experiência do usuário com os recursos de comunicações unificadas ou colaboração. Pierre Rodríguez reconhece a queda de demanda principalmente por headsets no setor de call center, mas informação que há um acentuado crescimento das compras pelo segmento corporativo, que está, dia a dia, transformando os smartphones na plataforma padrão de comunicação.
A Poly também pretende explorar a experiência da Plantronics no varejo norte-americano e colocar principalmente os headsets à venda em outros mercados da América Latina. Rodríguez informou que a iniciativa está em estudo e que deve ser colocada em operação já em 2020, com foco nos usuários de games e em esportistas.
O executivo também comentou as parcerias com a Microsoft, Amazon, Google e outras empresas e destacou a facilidade de instalação dos equipamentos de colaboração.
Outra decisão já tomada é que a Poly não abrirá mão das marcas Plantronics e Polycom, que serão utilizadas possivelmente nas linhas de produtos.
Os planos da Poly é manter crescimento de dois dígitos na América Latina, obtendo resultado um pouco melhor no Brasil. “A crise nos ajuda no Brasil. Temos clientes que estão há 3 ou 4 anos sem renovar o parque e que chegam ao limite de uso da plataforma”, diz Pierre Rodríguez.
O executivo informou que os investimentos no Brasil não irão além do retorno na equipe comercial. Segundo ele, a planta fabril da Plantronics no México receberá um reforço de aproximadamente 600 pessoas para incorporar também a produção de alguns produtos da Polycom.

