
Nesta terça-feira, 21 de maio, Brad Smith, presidente da Microsoft Corporation, esteve em Brasília para o evento Seminário Inteligência Artificial na Transformação Digital, organizado pelo Ministério da Economia em parceria com o MBC (Movimento Brasil Competitivo). Durante a apresentação de abertura, o executivo reforçou o potencial transformador da Inteligência Artificial, com iniciativas como o AI for Good, com parcerias com ONGs como SOS Mata Atlântica e Mães da Sé.
“Ajudar a acelerar o trabalho de organizações como a SOS Mata Atlântica é a razão pela qual lançamos o programa AI for Earth. Temos o prazer de anunciar a aprovação com sucesso deste pedido de investimento e estamos ansiosos para ver o progresso do projeto em direção a rios mais limpos e a um Brasil mais saudável”, diz Brad Smith, presidente da Microsoft. “A parceria entre Mães da Sé e a Microsoft é um poderoso exemplo de como podemos aplicar a tecnologia para ajudar a resolver grandes desafios em nossa sociedade”, diz Brad Smith, presidente da Microsoft.
Microsoft e Sony estudam parceria para streaming de games e entretenimento
Além das parcerias anunciadas nesta terça-feira com as ONGs brasileiras SOS Mata Atlântica e Mães da Sé, Brad Smith reforçou alguns dos impactos da IA nos próximos anos. Segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas e encomendado pela Microsoft, o uso de IA deve impulsionar o PIB brasileiro em 6,43% nos próximos 15 anos com a adoção da tecnologia no país. “O desenvolvimento de um novo cenário com a presença da IA gera ansiedade sobre o futuro. Nós entendemos isso. Muito se pergunta sobre como serão os empregos na próxima década e, por meio de nossos pilares éticos para o desenvolvimento dessa tecnologia, enxergamos que a IA deve gerar novas posições de trabalho em poucos anos. O resultado desse processo é um ganho econômico conforme apontado pela pesquisa, tanto no Brasil como no mundo”, explicou.
O executivo reforçou ao longo da sua apresentação a necessidade de preservar princípios éticos no desenvolvimento de IA, com transparência e confiabilidade. “No passado, quando um computador capturava uma foto, ele era capaz apenas de reproduzir as suas cores, mas não de entender o seu conteúdo. Hoje, a IA deu às máquinas a capacidade de compreender o mundo, o que abre uma série de novas possibilidades, mas também exige o comprometimento com pilares como equidade, confiabilidade e proteção, privacidade e segurança, inclusão e transparência”, contínuo Brad Smith.
Por outro lado, a IA representa uma forma de aumentar as capacidades humanas. Como exemplo, o executivo mencionou o potencial de inclusão de aplicativos como o Seeing AI, que auxilia deficientes visuais a enxergarem o mundo, e o Microsoft Translator, que quebra as barreiras do idioma ao realizar traduções em tempo real de mais de 64 línguas. Visando o fomento de novos projetos com o uso de IA, a Microsoft segue investindo nas iniciativas AI for Good, AI for Accesibility e AI for Humanitarian Actions, todos voltados para o benefício social e global.

