De acordo com o Gartner, as ações judiciais e reivindicações relacionadas a falhas de privacidade com sistemas e processamento de informações biométricas custarão mundialmente mais de R$ 8 bilhões em multas até 2025. Com o aumento da captura de dados muito sensíveis, como informações biométricas, o alerta da consultoria é sobre o vazamento dessas informações.
As novas leis de privacidade já cobrem a captura, conversão, armazenamento e processamento de dados biométricos, podendo, portanto, serem aplicadas à tecnologia de marcação de rosto nas mídias sociais, por exemplo. Elas também podem vir com um regime de retenção, que podem proibir a venda, arrendamento, negociação ou lucro com dados biométricos. Segundo o Gartner, algumas dessas regulamentações proíbem completamente o uso de informações biométricas em determinadas situações.
Nestes casos, é importante que líderes em segurança e gerenciamento de risco e líderes em privacidade considerem alternativas, meios menos invasivos de alcançar os propósitos pretendidos, explicando todas as informações necessárias ao cliente sem nenhuma ressalva, aconselha o Gartner.
Algumas organizações multinacionais orientadas a consumidores estão migrando ativamente para um modelo de autoatendimento por meio de portais de privacidade e formulários de registro. Sua intenção não é simplesmente evitar multas regulatórias, mas também reforçar a confiança do cliente e manter um sentimento positivo da marca.
Mais gastos com privacidade
Orçamentos de privacidade aumentarão, permitindo que a privacidade mude de conformidade para vantagem competitiva. O Gartner prevê que, até 2024, o orçamento anual para privacidade das grandes organizações irá superar a marca de 2,5 milhões de dólares, permitindo uma mudança da ética de conformidade para a diferenciação competitiva.
Os orçamentos para privacidade de dados cresceram de US$ 1,7 milhão em 2019 para US$ 2 milhões em 2021. Espera-se que o crescimento continue. O aumento repentino na atividade online, trabalho remoto e ensino virtual ampliaram as ameaças cibernéticas. Com a expansão dos esforços de regulamentação de privacidade em dezenas de jurisdições nos próximos dois anos, muitas organizações só verão a necessidade de iniciar seus esforços de programas de privacidade agora.
O Gartner recomenda que as organizações primeiro obtenham controle total sobre todas as atividades de processamento de dados pessoais antes que possam entregar esse controle ao indivíduo. Uma maneira de fazer isso é por meio de direitos de privacidade e serviços de gerenciamento de consentimento.
Dependendo da maturidade dos programas de privacidade, as organizações já estão indo além do mero trabalho orientado à conformidade, em direção a atividades centradas no cliente. Por exemplo, permitindo que os profissionais de experiência do cliente resolvam reclamações de clientes sobre falta de transparência e automação da privacidade, ou dando acesso a direitos de privacidade a toda sua clientela global, seja ela obrigatória ou não, tratando os clientes internacionalmente de forma igual.
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