Infraestruturas instaladas em várias capitais permitem que a troca de tráfego entre grandes redes ocorra com um número reduzido de intermediários.
O departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), comemora o número de 100 participantes por todo o País que trocam tráfego em áreas metropolitanas por meio de um de seus projetos, o Ponto de Troca de Tráfego Metropolitano (PTTMetro). A Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), gestora do Autonomous System do Governo do Estado de São Paulo (AS GESP), é a mais recente instituição a participar do PTTMetro.
"Estamos bastante satisfeitos com o resultado dessa iniciativa, os Provedores de Serviços internet estão encontrando outras possibilidades além dos benefícios principais que este projeto traz: melhoria na qualidade da internet e redução de custo", comemora Milton Kaoru Kashiwakura, coordenador do CEPTRO.br. "Os provedores estão percebendo a vantagem de se unirem para levar os benefícios do PTTMetro a áreas distantes de sua atuação", completa.
Para Douglas Viudez, diretor de Produção e Serviços da Prodesp, a conexão do AS GESP com o PTTMetro trará um ganho significativo de desempenho para os órgãos e entidades públicas estaduais na disponibilização de seus serviços e programas de governo eletrônico. "A expectativa é que entre 30% a 40% de todo o tráfego do AS GESP passe pelo PTTMetro", afirma Viudez.
Recentemente também foi atingida a marca de 50 participantes no PTT de São Paulo, o maior do País. "Para termos idéia de como funciona um PTT, em dias comuns os dados transmitidos somente por esse ponto seriam suficientes para preencher um DVD a cada cinco segundo", ressalta Kashiwakura.
Infraestruturas instaladas em Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Londrina, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo permitem que a troca de tráfego entre grandes redes, os chamados Autonomous Systems (AS), ocorra o mais próximo possível e com um número reduzido de intermediários. Uma das principais vantagens deste modelo é a racionalização dos custos, uma vez que os balanços de tráfego são resolvidos direta e localmente e não através de redes de terceiros, muitas vezes fisicamente distantes. Essa interação entre os participantes também resulta em melhor desempenho e qualidade para seus clientes e operação mais eficiente da internet como um todo.

