Banda Larga

Projeto do Estado do Ceará será o primeiro a se integrar ao PNBL

Intitulado de Cinturão Digital, iniciativa tem por objetivo levar banda larga para 82% da população urbana do Estado; Escolas, postos de saúde, hospitais e delegacias já possuem conexão de alta qualidade, porém, barata.

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O Governo do Estado do Ceará lançou um programa cujo objetivo é levar internet de alta velocidade a 82% da população urbana. Intitulado de Cinturão Digital (CDC), o projeto será o primeiro, em rede estadual, a se integrar ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
 
O CDC, implantado em dezembro de 2008 pela empresa Etice (Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará), utiliza cabos de fibras ópticas que possibilitam acesso de alta velocidade não importando a distância. Com a integração, a localidade estará sempre coberta, seja por uma rede ou outra, além da presença de pontos estratégicos em comum que levarão acesso rápido e barato à população.
 
A iniciativa partiu do Governador Cid Ferreira Gomes e visava, inicialmente, a cobertura de todos os órgãos do Estado. Em Fortaleza, por exemplo, todas as entidades do Governo já estão conectados no CDC a 1 Gbps (Gigabit por segundo). No entanto, o projeto se estendeu e, atualmente, também atinge a maioria das escolas da capital cearense. Até o fim deste ano, todas as 900 estarão conectadas.
 
Além disso, os postos de saúde, hospitais e delegacias também já estão conectados à rede. Isso foi possível após a instalação de 4 torres de antenas e rádios com tecnologia Wimax. Com isso, o Governo espera realizar uma redução de custos de telecomunicações da ordem de R$ 15 milhões anuais, já em 2010.
 
De acordo com o presidente da Etice, Fernando Antonio de Carvalho, “Fortaleza é a cidade da América Latina que concentra todos os cabos submarinos que partem (ou chegam) para a América do Norte e Europa. Isto significa que o potencial de transmissão e roteamento de dados na capital chega a ser maior do que o de São Paulo, por exemplo. Até pouco tempo ninguém no Ceará se beneficiava desse fato, o que pode ser comprovado pelos altos valores pagos em Fortaleza e no interior para acesso aos serviços digitais”.
 
De acordo com dados do executivo, em cidades como Tauá, por exemplo, 1 Mbps chega a custar R$ 1 mil. Em comparação aos Estados Unidos, que levará esse valor para R$ 10,00 e no Japão, onde já se cobra R$ 0,20, chega-se a conclusão de que apenas 3% da população do Ceará pode pagar acesso a banda larga.
 
“Para mudar essa realidade e reconhecendo a importância da universalização dos serviços digitais, com sustentabilidade financeira, o Governo do Ceará decidiu lançar uma infraestrutura de alta tecnologia para suprir suas próprias necessidades de comunicação e, ao mesmo tempo, fomentar o desenvolvimento do Estado”, explica Carvalho.
 
Para a população, o acesso se dará por meio dos equipamentos de inclusão digital instalados pelas prefeituras, Governo Estadual, Governo Federal ou órgãos do terceiro setor, que podem ser Centros de Inclusão Digital e Telecentros. Em pouco tempo, todos terão também acesso direto a Banda Larga de alta velocidade a um custo inferior ao que se oferece hoje, pois as fibras ópticas não utilizadas pelo Governo serão leiloadas para empresas privadas.
 
O investimento para a iniciativa foi de R$68 milhões e a fase de lançamento dos cabos ópticos já está na reta final. Portanto, 47 municípios já possuem fibras passando em sua sede ou próximo. Segundo Carvalho, outros Estados poderão se beneficiar também da infraestrutura. “Sim, é possível que outras localidades usem o serviço. Como disse anteriormente, somos o centro, mas todos terão acesso”, explica.
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