Segurança

Qbot é o principal malware no Brasil pelo sexto mês seguido

No Índice Global de Ameaças, a Check Point Research revela um malware criptografado baseado em nuvem que ataca até o Google Cloud 

A Check Point Research (CPR), divisão de Inteligência em Ameaças da Check Point Software Technologies, publicou o Índice Global de Ameaças referente ao mês de maio de 2023. No ranking do Brasil, o malware Qbot, um cavalo de Troia sofisticado que rouba credenciais bancárias e digitação de teclado, se firmou como principal ameaça.

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É o sexto mês consecutivo na liderança, com impacto de 13,94% em maio, um índice que continua sendo mais que o dobro do impacto global (5,88%). No entanto sua relevância diminuiu em comparação aos meses passados: 19,10% em abril, 21,63% em março, 19,84% em fevereiro,  16,44% em janeiro e de 16,58% em dezembro de 2022. 

São todos índices superiores aos do ranking mundial, os quais se mantêm praticamente o dobro em relação aos respectivos globais. Para se ter uma ideia, os demais malwares do pódio estão bem longe do Qbot. O Emotet caiu para o terceiro lugar com impacto de 3,73%, enquanto o XMRig subiu para o segundo lugar com impacto de 4,79%. 

No Brasil, os quatro setores no ranking nacional mais visados em maio, e que permaneceram nas mesmas posições indicadas em abril, foram: 

1.Comunicações  

2.Utilities 

3.Governo/Militar 

4.Saúde 

Relatório global 

No mês passado, os pesquisadores relataram uma nova versão do downloader GuLoader baseado em shellcode, que foi o quarto malware mais prevalente de maio no Índice Global de Ameaças. Com cargas úteis totalmente criptografadas e técnicas contra análises, o formulário mais recente pode ser armazenado sem ser detectado em serviços de nuvem pública conhecidos, incluindo o Google Drive. 

Outro ponto é que o GuLoader passou por mudanças significativas. A última renovação emprega uma técnica sofisticada de substituição de código em um processo legítimo, facilitando sua evasão das ferramentas de segurança de monitoramento de processos. 

As cargas (payloads) são totalmente criptografadas e armazenadas sem serem detectadas em serviços de nuvem públicas. Essa combinação exclusiva de criptografia, formato binário bruto e separação do carregador torna as cargas invisíveis para programas antivírus, representando uma ameaça significativa para usuários e empresas em todo o mundo. 

A equipe da CPR também revelou que a “Web Servers Malicious URL Directory Traversal” foi a vulnerabilidade global mais explorada em maio, impactando 49% das organizações em todo o mundo, seguida pela “Apache Log4j Remote Code Execution” e pela “HTTP Headers Remote Code Execution”, com impactos de 45% e 44%, respectivamente, nas organizações. 

Por fim, em maio, o Anubis subiu para o primeiro lugar como o malware móvel mais difundido, seguido por AhMyth e Hiddad. O Anubis é um cavalo de Troia bancário projetado para smartphones Android. Desde que foi detectado inicialmente, ele ganhou funções adicionais, incluindo a funcionalidade Remote Access Trojan (RAT), keylogger, recursos de gravação de áudio e vários recursos de ransomware. Foi detectado em centenas de aplicativos diferentes disponíveis na Google Store. 

O Índice de Ameaças Globais da Check Point Software e seu mapa ThreatCloud são alimentados pela inteligência ThreatCloud da Check Point, rede colaborativa que fornece inteligência de ameaças em tempo real derivada de centenas de milhões de sensores em todo o mundo, em redes, endpoints e dispositivos móveis. A inteligência é enriquecida com mecanismos baseados em IA e dados de pesquisa exclusivos da divisão CPR. 

 

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