Internacional

Quarentena barra worm em Skype, indica Symantec

Há uma semana o Skype anunciou que novo ví­rus tem circulado pela rede de seus clientes VoIP. A ameaça, conhecida como W32/RamexA, foi notificada pelo porta-voz do Skype na Estônia, Villu Arak. Para o porta-voz da Symantec, o que falta é uma polí­tica de segurança entre os usuários.

Os usuários do Skype têm enfrentado frequentes problemas. O primeiro aconteceu quando milhares de pessoas no mundo inteiro ficaram impossibilitadas de utilizar o serviço em função de um bug no sistema. E o mais recente veio na forma de anúncio institucional, quando o Skype avisou aos seus usuários, na semana passada, que vírus estariam circulando por sua rede.

A ameaça, conhecida como W32/RamexA, foi notificada pelo porta-voz do Skype na Estônia, Villu Arak. Ele explicou que por meio do chat são pulverizadas diferentes versões do vírus para enganar os usuários. No formato de link, os vírus espalham-se com extensão JPEG para toda a lista de contatos do usuário e automaticamente se replica pela rede.

De acordo com Caio Vernier, gerente comercial da Symantec, os hackers estão invadindo sistemas de maneira cada vez mais audaciosa. “Os usuários nunca sabem qual a porta de entrada desses vírus. A ameaça pode vir de diversas fontes: e-mail, pendrive, bate-papo em conversas instantâneas. O melhor a fazer é se prevenir”, dz.

A prevensão, segundo ele, deve partir do estabelecimento de regras para evitar que arquivos desconhecidos invadam o PC. Fabricantes especializados em sistemas de segurança já oferecem soluções preventivas de quarentena, que isolam e bloqueiam ameaças. Isso porque, segundo Vernier, os anti-virus não são suficientemente velozes para identificar e banir virus instantâneos. 

“No caso do vírus RamexA, ele se proliferou porque muitos usuários estavam desprotegidos. Quando pregamos a política do anti-vírus, é primordialmente pelo fato de estarmos ameaçados 24 horas por dia, o que pode causar grandes prejuízos, principalmente às corporações”, revela Vernier.

De acordo com o gerente da Symantec, atualmente na América Latina existem 850 mil ameaças ativas, sendo que na América do Norte o número é nove vezes superior. “O Skype se preocupou em informar seus usuários sobre as ameças, mas normalmente os worms são espalhados de maneira silenciosa e o alvo são sempre informações financeiras”, diz.

Segundo Vernier, o ideal é ter políticas de segurança, tanto no ambiente corporativo quanto no caso do usuário residencial. “Proteção é um conceito como um todo, não basta instalar anti-vírus. As corporações devem instituir políticas internas e orientar seus colaboradores sobre como lidar com o envio e recebimento de informações”, conclui.

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