RedeRegulamentação

Redes privadas em 5G ainda depende de definição da Anatel, aponta VP da Qualcomm

O leilão do 5G abriu uma oportunidade para que as operadoras oferecessem um novo serviço para empresas, apostando em redes privadas arquitetadas na infraestrutura móvel. No entanto, Francisco Soares, vice-presidente de Relações Governamentais da Qualcomm para América Latina, apontou que o espectro para redes privativas ainda está em debate na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que ainda não regulamentou o uso de espectro em caráter secundário. 

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Segundo ele, que participou de painel realizado hoje (9/11) no Futurecom Digital Week, a agência prepara um regulamento para estabelecer novos parâmetros principalmente no uso temporário do espectro. Soares lembra que algumas regras para gerenciar o mercado secundário de espectro já existem, mas que é preciso formalizar de forma a dar segurança para quem já utiliza essas frequências. 

“A regulamentação deve vir a ajudar, já que o tema é muito sensível. É preciso estabelecer parâmetros e esclarecer o uso do espectro secundário para dar a segurança, assim permitindo investimentos de empresas”, afirmou ele. Uma futura regulamentação também facilitaria a implementação de redes corporativas. 

Operadoras já realizam experiências em redes privadas

Alexandre Dal Forno, líder de Marketing Corporativo da TIM, comentou que as operadoras já têm experiências de redes privadas com o 4G, o que deve simplificar a implementação de projetos semelhantes com o 5G. 

A Vivo, por exemplo, já tem projetos de redes privadas em 4.5G com a Vale, que utiliza veículos autônomos para operar em suas minas. Outro projeto é com o Grupo São Martinho, que vem usando drones para melhorar o uso de pesticidas e fertilizantes, além de soluções de controle de micro clima. 

Para Dal Forno, da TIM, o desafio será o custo dessas redes privadas. “Os custos precisam ser diluídos em serviços gerenciados e contratos mais longos”, afirma ele. Outro plano é oferecer uma rede privada “compartilhada”. Neste caso, seria a implementação de uma infraestrutura em um condomínio empresarial e fornecer pequenas redes segregadas para as empresas que ali estão, diminuindo o investimento da operadora.

 

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