Estratégia de marketing chamou jovens formadores de opinião e com influência na web para colecionar o álbum e focou também em mulheres e adolescentes para criar um modismo neste segmento.
A agência Simple Brasil, responsável pelo social media do “Álbum Oficial da Copa do Mundo (FIFA) – África do Sul”, aproveitou com sucesso a força das redes sociais para alavancar, ainda mais, o sucesso da edição 2010 do produto.
Para Márcio Borges, diretor de marketing da Panini, o twitter, o Facebook e o Orkut fomentaram a tradição dos álbuns de figurinhas no país. As ações promovidas mudaram o comportamento dos colecionadores, tanto que as redes sociais foram consideradas como um dos pilares da febre das figurinhas.
“Montamos uma estratégia chamando jovens formadores de opinião e com grande influência na web para colecionar o álbum. A estratégia era focar num público que não tinha o hábito de colecionar, uma vez que o colecionador convencional compraria de qualquer jeito. Focamos também em mulheres e adolescentes para criar um modismo neste segmento”, explica Sadao Futaki, diretor de criação da Simple Brasil.
O twitter oficial do álbum da Copa (@torcidapanini) promove diariamente concursos e promoções relacionados ao Mundial e distribui 50 pacotes (ou 250 figurinhas) para quem acertar primeiro a determinadas perguntas, além de álbuns completos, entre outros prêmios. Parte das questões é elaborada por jornalistas e apresentadores de programas esportivos que também utilizam o twitter como ferramenta de comunicação.
Com as ações, já são cerca de 16.600 seguidores no perfil @torcidapanini e a palavra-chave #albumdacopa atingiu a marca de quase um milhão de visualizações/dia, sendo um dos assuntos mais comentados do microblog nos meses de abril e maio.
A Panini aguardou para tomar decisões antenadas às redes sociais, pois tinha a intenção de utilizar a Copa do Mundo como centralizadora de uma das grandes paixões do mundo, o futebol, além do grande potencial da troca de figurinhas pela internet. A base da estratégia nessas redes é volátil, e a Panini deixou o planejamento de Social Media aberto para possíveis adaptações, de acordo com atitudes comportamentais de seus consumidores.
“Mudamos o comportamento do colecionismo no Brasil, antes restrito apenas a um grupo de colecionadores fiéis. Hoje crianças, adultos, jovens, homens e mulheres fazem parte desta ‘mania’. Isso abrirá portas para os futuros produtos da linha Panini, como álbuns de seriados, do Campeonato Brasileiro, entre outros”, diz Borges.

