Segurança

Relatório da HP encontra evidências de uso de IA por hackers para gerar malware

Créditos: Funtap/IStock

O que você vai ver nesse artigo:

A HP Inc. publicou seu mais recente Relatório Threat Insights, que revela como os hackers estão usando a inteligência artificial generativa (GenAI) para ajudá-los a escrever códigos maliciosos. O time de pesquisa de ameaças da HP descobriu que uma grande e refinada campanha do ChromeLoader foi disseminada por meio de anúncios maliciosos que direcionavam os usuários para ferramentas falsas de PDF com aparência profissional. Além disso, identificou criminosos cibernéticos que estão embutindo códigos maliciosos em imagens SVG.

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O time da HP identificou uma campanha que mirava falantes de francês usando códigos em VBScript e JavaScript que teriam sido escritos com ajuda de IA generativa. A estrutura dos scripts, os comentários que explicavam cada linha dos códigos e a escolha de nomes e variáveis das funções em língua nativa são fortes indicativos de que o agente da ameaça usou IA generativa para criar o malware.

O ataque infecta os usuários com o malware gratuito AsyncRAT, um infostealer fácil de obter que pode gravar as telas e teclagens da vítima. A atividade mostra como a IA generativa está reduzindo as barreiras para os cibercriminosos infectarem dispositivos.

Uso de malware em engenharia social

Já as campanhas de ChromeLoader estão se tornando maiores e cada vez mais refinadas, usando publicidade maliciosa com palavras popularmente pesquisadas para direcionar as vítimas a sites bem desenhados que oferecem ferramentas funcionais, como leitores e conversores de PDF.

Esses aplicativos funcionais escondem códigos maliciosos em um arquivo MSI, enquanto certificados válidos de assinatura de código driblam as políticas de segurança e alertas do Windows, aumentando a chance de infecção. Instalar esses aplicativos fake permite que os invasores assumam o controle dos navegadores da vítima e redirecionem suas pesquisas para sites que eles controlam.

Outra questão é que alguns criminosos cibernéticos estão desafiando a tendência ao substituir arquivos HTML por imagens vetorizadas para contrabandear malware. Imagens vetorizadas, amplamente usadas na área de design gráfico, normalmente utilizam o formato SVG baseado em XML. Como SVGs são abertos automaticamente nos navegadores, qualquer código de JavaScript embedado neles é executado quando a imagem é visualizada.

As vítimas acham que estão apenas visualizando uma imagem, quando, na verdade, estão interagindo com um formato de arquivo complexo, que propicia que vários tipos de malware de roubo de informações (infostealer) sejam instalados.

Mais dados

O relatório, que analisa dados do segundo trimestre do ano-calendário de 2024, detalha como os criminosos cibernéticos continuam diversificando os métodos de ataque para driblar as normas de segurança e as ferramentas de detecção, incluindo:

  • Pelo menos 12% das ameaças via e-mail identificadas pelo HP Sure Click escaparam de um ou mais escaneamento no gateway do e-mail, a mesma taxa do trimestre anterior.
  • Os principais vetores de ameaças foram anexos de e-mail (61%), downloads a partir de navegadores (18%) e outros vetores de infecção, tais como armazenamento removível – como pendrives e compartilhamentos de arquivos (21%).
  • Os arquivos foram o tipo de entrega de malware mais popular (39%), 26% dos quais foram arquivos ZIP.

Esses dados foram coletados de clientes do HP Wolf Security, com o consentimento deles, entre abril e junho de 2024.

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