A 10ª Edição do Estudo Setorial sobre o Mercado de Distribuição de TIC, realizado pela IT Data em parceira com a Associação Brasileira da Distribuição de Tecnologia da Informação (Abradisti), também realizou um Censo das Revendas. A análise destacou que a categoria de representantes comerciais de TIC foi bastante impactada com a pandemia, perdendo 13% de seu faturamento no período de 2020.
CONTEÚDO RELACIONADO – Setor de distribuição de TIC cresce 13% em 2020, de acordo com a Abradisti
Segundo o estudo, a queda se deu porque quase metade do faturamento era proveniente de prestação de serviços. Entre esses profissionais, 51% não possuem escritório comercial, pois trabalham em casa. Antes da pandemia, 69% não faziam negócios virtuais, mas agora metade já fazem e 23% pretendem fazer em 2021.
O estudo da Abradisti também abrangeu outras categorias. As lojas virtuais, por exemplo, cresceram quase 24% em faturamento. Por linha de produto, os hardwares de TI representaram 57%, e outros produtos que não são considerados itens de TI registraram 30% do faturamento, enquanto a linha de serviços apenas 2%. Entre essas lojas, 27% foram abertas em 2020 ou começo de 2021. Elas registraram maior demanda por produtos destinados aos segmentos home office, saúde e educação e significativas vendas de produtos para pessoas jurídicas e governo.
A revenda de volume conseguiu crescer 4,4%, dividindo o faturamento entre serviços e hardware de TI. A categoria foi uma das que tiveram maior número de mortalidade e migrações para outros tipos de revendas, como as virtuais. Apenas 43% delas possuem uma loja física neste momento – há dez anos, na primeira pesquisa, 70% tinham loja física – 11% fecharam a loja física definitivamente em 2020 e estão atendendo apenas virtualmente. Com isso, a venda no e-commerce cresceu 126% em 2020 em relação ao ano anterior.
As revendas de valor agregado (VARs) foram abaladas com a interrupção dos projetos das médias e grandes empresas, mas conseguiram melhorar os resultados durante o ano e cresceram 8,8%. Essas revendas buscaram mudanças para superar os desafios passando a atuar com a linha de transformação digital, segurança e infraestrutura de telecomunicações. E apesar de não terem o hábito de vender no online, 25% pretendem abrir comércio eletrônico em 2021. As VARs têm a previsão de crescimento para 2021 em torno de 18%.
A categoria de automação comercial também sentiu um impacto muito negativo. Teve queda de 14% em faturamento devido ao isolamento social que resultou no fechamento do comércio por alguns meses. Antes da pandemia, apenas 30% dessas empresas atuavam pelo comércio eletrônico, agora 51% já atuam e outros 21% pretendem começar este ano. Com essa estratégia a categoria tem a expectativa de crescer 9% em 2021.
Faturamento por linha de produtos
Em 2020, os produtos que apresentaram melhor performance de vendas nas revendas foram notebooks; periféricos (mouse, teclado, webcam, etc.); roteadores e produtos de rede; desktops montados pelas revendas; e desktops de marcas conhecidas. Entre os produtos relacionados a nuvem, 45% das revendas comercializam a solução. O cenário demonstra que, por mais que tenha crescido a participação de cloud, ainda tem muito espaço para crescer em negócios entre as revendas.
Estratégias das revendas para 2021
Para 2021, as categorias demonstram ações diferentes. Enquanto as lojas virtuais preferem investir no aumento de portfólio de produtos (29%); as VARs pretendem buscar clientes com maior porte. Vender por meio de lojas virtuais é a estratégia para três categorias: 24% para as revendas de volume; 23% para as revendas de automação comercial e 20% para os representantes comerciais.
O estudo foi realizado com 1.294 revendas, com foco no faturamento em 2020 em relação a 2019 e no impacto causada pela pandemia nas negociações. A análise foi feita por categoria de revendas: Representante Comercial (15,9%); Loja Virtual (7,9); Revenda de Volume (33,1%); Revenda de Valor Agregado (36,5%); e Revenda de Automação Comercial (6,6%).
Participe das comunidades IPNews no Facebook, LinkedIn e Twitter.

