Bancos já testam uso do NFC.
Aplicativos e serviços a partir de smartphones e tablets tem recebido enorme atenção das áreas de TI dos bancos brasileiros, revela o painel “Aplicações de smartphones e tablet banking”, realizado nesta sexta-feira (17) durante o Ciab Febraban, em São Paulo. Em menor e menor grau, boa parte das instituições financeiras brasileiras estão desenvolvendo aplicativos que permitam aos seus clientes ter acesso a serviços como mobile banking e mobile payment.
O painel discutiu a importância dos diferentes canais de interação e relacionamento. Fizeram parte do debate Ricardo Guerra, do Itaú Unibanco, Antranik Haroutiounian , do Bradesco, Roberto Malheiro, da Caixa, e Pedro Pivotto, do Banco do Brasil. No geral, os bancos apresentaram uma visão semelhante sobre a implantação e as operações móveis entre os serviços oferecidos aos clientes.
Os smartphones ganharam suporte a tecnologias como chave de segurança (token), leitor de código de barras e mesmo ferramentas de acessibilidade para deficientes visuais. Telefones menos avançados podem efetuar transações a partir de SMS, no qual correntista e o banco pedem e confirmam pagamentos por mensagem de texto. A grande vantagem, segundo os debatedores, e a dispensa do uso de papel, seja no uso de cédulas ou na impressão de contas.
Também passam a estar disponíveis serviços como compra e venda de ações, assessoria imobiliária, cotações para o agronegócio e recarga de créditos para celular. O próximo passo é incluir a tecnologia NFC (ou Near Field Communication, tecnologia que permite pagamentos por meio da proximidade do celular com um terminal), que já está em fase de testes em alguns bancos, mas que ainda precisa contar com suporte nos aparelhos vendidos por aqui.
Segundo as instituições, a ampliação dos serviços de mobile banking ainda esbarram na preocupação com a segurança. Segundo Roberto Malheiro, da Caixa, existe receio dos consumidores em fazer uso desses canais, principalmente porque já foram identificados malwares para smartphones. “Deve ser uma preocupação fornecer aplicativos com criptografia já inclusa, soluções seguras que não atrapalhem, mas viabilizem os negócios.”

