A SonicWall anunciou que incorporou inteligência artificial (IA) à sua plataforma de cibersegurança. A empresa apresentou o SonicWall AI for Monitoring and Insight (SAMI), um assistente projetado especialmente para provedores de serviços gerenciados (MSP e MSSP). Sua missão é simplificar a administração e acelerar o gerenciamento da segurança da empresa usuária protegida remotamente pelo provedor de serviços.
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Integrado ao SonicWall Unified Management, o SAMI permite centralizar o gerenciamento da infraestrutura de segurança em um único ponto. A promessa é facilitar a visualização de alertas unificados, análise de eventos e consultas em linguagem natural – um diferencial da IA. Dessa forma, é possível obter rapidamente informações essenciais, como identificar firewalls com firmware desatualizado ou rastrear a atividade de um usuário comprometido dentro da rede.
Com esses recursos, o SAMI reduz a complexidade operacional, otimiza a segurança e aumenta a produtividade dos administradores, independentemente de seu nível de experiência. A meta da SonicWall é impulsionar a adoção da IA generativa para elevar a maturidade do gerenciamento dos serviços de segurança.
Resposta ao desafio de proteger ambientes digitais complexos
Na visão da empresa, o SonicWall AI for Monitoring and Insight (SAMI) é uma resposta a um ambiente digital cada vez mais complexo. É um quadro marcado pela escassez de talentos especializados, pelo uso intensivo da inteligência artificial, pela proliferação de ferramentas tecnológicas e pelo aumento da sofisticação dos ataques cibernéticos.
Há uma grande escassez de talentos especializados. De acordo com o estudo sobre a força de trabalho da ISC2, há um déficit global de aproximadamente 4,7 milhões de profissionais, e na América Latina a falta de especialistas em segurança cibernética ultrapassa as 328.000 pessoas.
Além disso, as organizações enfrentam uma grande complexidade tecnológica; mesmo as organizações menores utilizam múltiplas ferramentas de segurança (firewall, proteção de endpoint, segurança de e-mail, gerenciamento de identidades, proteção na nuvem, entre outras).
Vulnerabilidade é explorada em 48 horas, correção leva 6 meses para ser aplicada
Do lado dos atacantes, as tecnologias estão cada vez mais sofisticados. É comum que consigam explorar novas vulnerabilidades em apenas 48 horas, enquanto as organizações podem levar até 6 meses para corrigi-las. De acordo com o Relatório de Ameaças Cibernéticas da SonicWall 2025, na América Latina, por exemplo, os ataques de ransomware aumentaram cerca de 260%, e também cresceram os ataques por meio de dispositivos IoT (124%) e o tráfego criptografado que contorna os controles de segurança (93%).
Além de melhorar a visibilidade e a análise, a plataforma SAMI evolui continuamente para níveis mais elevados de automação. O próximo passo no desenvolvimento do SAMI é permitir que as organizações não apenas identifiquem problemas, mas também executem ações automáticas, como criar políticas de bloqueio em vários firewalls simultaneamente.
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