A TIM anunciou hoje (11/2) que adquiriu a totalidade da operadora de rede neutra I-Systems, uma parceria que detinha junto com a IHS Brasil. A tele investiu R$ 950 milhões para a compra de 51% da I-Systems. Caso a transação seja chancelada pelos órgãos reguladores, a TIM, que já possuía 49% do capital social da operadora de rede neutra, passará a deter a totalidade de suas ações, tornando a empresa uma subsidiária integral.
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A I-Systems atua no setor de rede neutra de fibra óptica no mercado brasileiro, oferecendo infraestrutura independente para o segmento de atacado. A companhia está presente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná, Bahia, Pernambuco e Amazonas, totalizando aproximadamente 9 milhões de domicílios cobertos (homes passed).
Segundo a TIM, a transação representa mais um passo no desenvolvimento de sua estratégia no segmento de banda larga. Ainda de acordo com a operadora, este negócio apresentou evolução significativa ao longo de 2025, recuperando a capacidade de crescimento da base de clientes e de receitas. Em relatório financeiro do quatro trimestre de 2025 (4T25), o número de clientes da banda larga fixa cresceu 7,6% em 2025, encerrando o ano com 850 milhões de assinantes.
TIM não parece muito interessada no mercado de rede neutra
Em coletiva virtual à imprensa após a apresentação dos resultados financeiros, o CEO da TIM, Alberto Griselli, não confirmou se a aquisição total da I-Systems indica que a TIM está se encaminhando para o mercado de rede neutra. Ele destacou que vai cumprir todos os contratos vigentes até o final, mas disse não saber se a operadora seguirá com esse tipo de negócio.
O interesse maior da empresa na aquisição parece mesmo gerar mais eficiência na gestão de seus ativos de rede, já que a experiência com o mercado de rede neutra não trouxe os benefícios esperados. A expectativa da operadora era de que o modelo permitisse diluir o custo do CAPEX com a entrada de múltiplos usuários, mas a taxa de ocupação da fibra não alcançou os números esperados.
O CEO ainda garantiu que o resultado da aquisição não vai balançar a geração de caixa da operadora, pois o aumento de CAPEX trará diminuição do custo de OPEX. A I-Systems também deve unificar estruturas de rede móvel e fixa, trazendo sinergias operacionais que deve gerar economias.
Aquisição parcial da V.tal não desperta interesse
O CEO também destacou que não há interesse da TIM no leilão das participações da V.tal detidas pela Oi. Na conversa com a imprensa, o executivo foi enfático ao dizer que participações minoritárias não fazem parte da estratégia da TIM.
A Oi conta com participação minoritária de 27,26% no capital social votante da operadora de rede neutra, que deve ser vendida em leilão judicial até 5 de março.
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