Análise Setorial

Todas as classes ampliam poder de consumo em 2013, diz estudo

IPC Maps 2013 aponta consumo dos brasileiros acima de R$ 3 trilhões.

A IPC Marketing Editora, empresa especializada no cálculo de índices de potencial de consumo, divulgou o IPC Maps 2013, que indica a potencialidade de consumo nacional com detalhamento para cada um dos 5.565 municípios.

Segundo o estudo, o consumo dos brasileiros será de R$ 3,001 trilhões em 2013, o que significa um aumento de R$ 276 bilhões quando comparado com o IPC Maps 2012. As despesas das famílias crescerão acima do PIB, equivalente a 3,8%.

A população ultrapassará 195 milhões de pessoas e o número de mulheres permanecerá maior que o dos homens (51% contra 49%). A população urbana representará  84,6% e o consumo urbano per capita anual será de R$ 16.875,96. O consumo da área rural chegará a R$ 199,5 bilhões, com uma participação de 6,6% na economia nacional. Serão 29,6 milhões de pessoas, representando R$ 6.737,46 por habitante.

As classes estão migrando

A classe B ainda é a que apresenta maior poder de compra e crescimento, chegando a representar 48,5% do consumo nacional e 32% dos domicílios familiares do País. Em 2012 a participação da classe B foi ligeiramente superior a 50%.

Se a análise for pela ótica da nova classe média, que se identifica pela proximidade e migração entre as classes B2 e C1, o IPC Maps 2013 estima que este agrupamento social puxe uma fatia de 43% do consumo nacional. Somando os R$ 685,9 bilhões, da classe B2, com os R$ 518,760 bilhões da classe C1, o poder de compra da classe média sobe para R$ 1,205 trilhão.

A classe A expande os gastos, chegando a R$ 539,6 bilhões (19,3% do País), com 4,6% de domicílios brasileiros (cerca de 2,33 milhões). O consumo da classe A somado ao da classe B1 ultrapassa a marca de R$ 1,212 trilhão,em 7,5 milhões de domicílios. No ano passado, os valores foram de R$ 1,110 bilhão, com 7,3 milhões de domicílios.

A classe D sinaliza uma projeção de consumo da ordem de R$ 116,7 milhões (10% mais que 2012), com menos domicílios familiares, confirmando um processo migratório. O mesmo se aplica à classe E, com menor consumo e menos domicílios.

Em termos simples, as classes B e C estão aumentando, tanto em domicílios familiares quanto em consumo, e as classes D e E estão tendo mais participação no consumo e menos domicílios familiares, demonstrando que todas as faixas estão subindo no Brasil.

O estudo nas regiões

A região Sudeste lidera o ranking do consumo nacional, com uma participação de 50,5% em 2013, ante os 50,4% obtidos em 2012.  A região Nordeste continua em crescimento representando uma fatia de 18,2%, ante os 17,7% registrados no ano passado. O Sul do País se mantém na terceira posição com uma fatia de consumo de 16,9%, menor que o registrado no ano passado, que foi de 17,5%. Centro Oeste e Norte mantém o patamar das projeções de consumo do ano anterior, 8,59 e 5,78, respectivamente para 2013.

A participação das capitais em 2013 será de 32,9%, ante os 32,5% registrados em 2012.  Em valor, a participação das 27 capitais brasileiras se aproxima de R$ 1 trilhão ( R$ 989,5 bilhões). Já os demais municípios brasileiros, que participaram em 2012 de 67,5% do consumo brasileiro, responderão em 2013 por 67,1%.

Os 50 maiores municípios brasileiros

Eles responderão por 43,33% do consumo nacional, em 2013, revelando um ligeiro aumento sobre os 43,30% registrados no ano passado.

O maior mercado continua sendo São Paulo, respondendo por 9,24% do total do consumo nacional, seguido pelo  Rio de Janeiro, com 5,26%, Brasília com 2,251% e Belo Horizonte com 2,02%, apresentando crescimento em relação a 2012, que foi de 1,94%.

Salvador passou Curitiba, ocupando a 5ª posição, evidenciando a força do potencial de consumo da região Nordeste. Curitiba (6ª posição) e Porto Alegre (7ª posição) perderam participação no potencial de consumo entre 2012 e 2013.

Com o que gastam

Os itens básicos liderarão os gastos, como aluguéis, impostos e taxas, luz-água-gás (25,5%), alimentação (16,9% sendo 10,5% no domicílio e 5,2% fora dele e bebidas 1,1%), saúde, medicamentos, higiene pessoal e limpeza (8,6%), transportes  (7,5%, sendo 5% veiculo próprio e transporte urbano 2,5%), materiais de construção (5,1%),  vestuário e calcados (4,7%), seguidos de recreação e viagens (3,5%),  educação  (2,5%),  eletrônicos-equipamentos (2,2%), móveis e artigos do lar  (1,8%), e fumo  (0,5%).

Faixas etárias

O viés do consumidor  mostra 91,5 milhões, na faixa etária dos 20 aos 49 anos e 43,2 milhões com 50 anos ou mais.  A população de jovens vem em seguida, com uma população de  33,6  milhões de pessoas na faixa etária de 10 a 19 anos. A faixa etária de 0 a 9 anos indica 27,4 milhões de crianças em 2013.

Empresas

O Brasil conta com 15,2 milhões de empresas. A maior quantidade está na região Sudeste, onde se encontram pouco mais de 49% das empresas brasileiras, totalizando 7.506.756 unidades instaladas. A região Sul desponta em 2º lugar, com participação de quase 19% (2.875.348 unidades), onde há maior quantidade de empresas por habitante: é uma empresa para cada 9,7 habitantes, enquanto na região Norte há uma empresa para cada 20 habitantes.

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