Análise Setorial

Total de conexões móveis globais chegará a 6,8 bi em 2012

Penetração superará 100% da população em 2013.

A GSMA anunciou os resultados de um estudo global que examina o número total de conexões e de assinantes individuais de telefonia móvel. A pesquisa, empreendida pela equipe de Wireless Intelligence da GSMA, durou três anos e cobriu mais de 39 mercados. Entre outras coisas, constatou que até o quarto trimestre de 2012 o total de conexões móveis chegará a 6,8 bilhões, considerando inclusive comunicações máquina a máquina (M2M). Se excluídas M2M e chips SIM inativos são 5,9 bilhões.

Com os consumidores usando, em média, 1,85 chip por pessoa, o número total de assinantes de dispositivos móveis chegará a 3,2 bilhões até o quarto trimestre deste ano, aumentando para quatro bilhões dentro dos próximos cinco anos. A penetração global baseada no total de conexões está prestes a superar a marca de 100% em 2013, sendo que a penetração de assinantes móveis está com somente 45% até o final de 2012.

“Esta pesquisa, pela primeira vez, destaca a diferença entre conexões móveis e assinantes individuais de dispositivos móveis e indica uma oportunidade significativa de crescimento para a indústria de mobilidade ao continuarmos a conectar a população”, explica Anne Bouverot, diretora geral da GSMA. “Ao identificar SIMs inativos e a propriedade de múltiplos SIMs, conseguimos criar uma métrica mais precisa sobre a base global de assinantes móveis, demonstrando que somente 45% da população do mundo assina serviços móveis.”

Crescimento

O estudo constatou que o crescimento futuro do número de assinantes de dispositivos móveis será impulsionado pela demanda de grupos populacionais ainda ‘não conectados’ de países em desenvolvimento, principalmente habitantes de áreas rurais – que a pesquisa estima em 1,8 bilhão nos próximos cinco anos.

Até 2017, a penetração de assinantes em países desenvolvidos dá sinais de que ultrapassará 80%, sendo que o crescimento nesses mercados deverá desacelerar. Em contraste, prevê-se que a penetração de assinantes nas economias em desenvolvimento aumente de 39% em 2012 a 47% em 2017, e será o fator mais importante de impulso ao crescimento global da mobilidade nos próximos cinco anos.

A Europa tem a mais alta taxa de penetração móvel do mundo, com países como Dinamarca, Finlândia, Alemanha e Reino Unido já alcançando uma média de 90% de penetração. A África tem atualmente a penetração mais baixa, com apenas uma de cada três pessoas com assinatura de serviços móveis (dados de 2012), cifra que deverá aumentar para 40% até 2017.

Desenvolvimento

Na Ásia, a penetração de assinantes está em 40% e deverá crescer para 49% até 2017. Na China, o maior mercado mundial de dispositivos móveis, a penetração de assinantes passará de 43% a 52% nos próximos cinco anos.

“Nos mercados em desenvolvimento, onde há claramente uma oportunidade de crescimento para a indústria de mobilidade, os padrões de número de SIMs por usuário são influenciados por consumidores que usam pouco e estão mais atentos aos custos, os quais tendem a acumular os cartões SIM pré-pagos, dependendo das tarifas pré-pagas mais recentes e mais econômicas”, explica Bouverot. “Nos mercados desenvolvidos, os padrões de SIM por usuário são influenciados pela posse de smartphones, tablets e outros dispositivos conectados a redes móveis de banda larga e também resultam da maior disponibilidade de planos de dados compartilhados”.

De acordo com a pesquisa, cerca de um terço dos sete bilhões de habitantes do mundo têm pouca probabilidade de assinar um serviço móvel, portanto a base de assinantes potenciais é de aproximadamente cinco bilhões de pessoas. A Wireless Intelligence prevê que a indústria de mobilidade chegará à marca dos cinco bilhões de usuários durante a próxima década.

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