Em reunião online realizada ainda em novembro, a Unesco e a Huawei anunciaram o lançamento da fase de implementação do projeto “Escolas Abertas para Todos” (em inglês Technology-Enabled Open Schools for All – TeOSS) em Gana, Etiópia e Egito. O TeOSS servirá de base para impulsionar a transformação digital do setor da educação e apoiar os três países na construção de sistemas educacionais sólidos, com a capacidade de resistir a crises globais como a covid-19.
A avaliação dos resultados do projeto ajudará na orientação de estratégias e modelos para a expansão do TeOSSat em níveis nacionais e na chegada do sistema em outros países africanos, a fim de impulsionar a integração das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no ensino. Os programas serão planejados em colaboração com os governos de cada país, de forma que atendam às necessidades locais específicas.
Além de dar acesso à Internet escolas, o projeto vai permitir que professores e estudantes usem ferramentas digitais, estabelecendo plataformas online para interligar a educação escolar e doméstica e desenvolver currículos digitais que podem ser acessados remotamente sem supervisão técnica. O objetivo é ajudar os estudantes a tornarem-se cidadãos digitais, capazes de navegar no mundo virtual de forma independente e trazer aos professores as competências necessárias para utilizar as ferramentas existentes para maximizar os resultados de aprendizagem.
Como cada país planeja participar
O projeto TeOSS na Etiópia se concentrará na construção de uma infraestrutura de TIC para conectar escolas, professores e alunos e construir um sistema de gestão de aprendizagem integrado com uma plataforma de treinamento de professores. Para o Ministério da Educação do país, o projeto está alinhado com as atividades de seus programas, bem como com a utilização de conteúdo digital do sistema educacional local.
Já em Gana, o foco está na criação de conteúdo digital para todas as disciplinas, assim como no treinamento de professores e alunos do Ensino Fundamental I e II. O projeto também construirá uma e-biblioteca, que os professores poderão usar para subir o conteúdo e os alunos para acessar online e offline.
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