Análise Setorial

Volume de crédito cresce mais de 500% em dez anos

Total do crédito do país ainda é baixo comparado às principais economias, onde este número atinge mais de 100% do PIB.

A Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) realizou um balanço dos últimos dez anos do crédito no Brasil com o objetivo de apurar o comportamento dos principais indicadores praticados pelo sistema financeiro. O trabalho compreendeu levantamento dos cinco principais indicadores de crédito, com dados compilados do relatório de Política Monetária do Banco Central.

A análise – realizada pelo coordenador de estudos econômicos da entidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira –  demonstra que as condições de crédito apresentaram substancial melhora, com forte expansão do volume emprestado, redução das taxas de juros, redução dos spreads bancários, aumento dos prazos médios de financiamento e pequena elevação da inadimplência, ao se ver em conjunto pessoas físicas e jurídicas (mesmo com todo o crescimento no crédito). Para pessoa física exclusivamente, a inadimplência apresentou redução no período analisado.

“Com referência ao volume de crédito tivemos no período de dez anos uma forte expansão, crescendo mais de 500%, passando de 27,2% do PIB em 2002 para 50,6% em 2012. Não obstante esta expansão, é fato que o volume total do crédito do país ainda é baixo quando comparado às principais economias aonde este número atinge mais de 100% do PIB. O dado demonstra que temos ainda um ambiente favorável à expansão de crédito”, relata Oliveira

As taxas de juros das operações de crédito e respectivos spreads bancários apresentaram melhora. No período constatou-se redução tanto das taxas de juros como dos spreads bancários. Entretanto – expõe o coordenador de estudos da Anefac – ambos ainda se encontram em patamares elevados, o que abre margem para que continuem sendo reduzidas, seja pela redução da Taxa Básica de Juros (SELIC), seja por uma maior competição no sistema financeiro, ou ainda por outras eventuais medidas que poderão ser tomadas pelo governo como redução de impostos e compulsórios, além da queda dos índices de inadimplência.

Outro item que apresentou melhora foi a elevação do prazo médio dos financiamentos, que tiveram no período um crescimento superior a 100%.

Quanto à inadimplência, o estudo apresentou uma elevação de 1,1% no período, apesar da elevação do crédito em mais de 500%. Na pessoa física, a redução foi de 0,5%. Segundo a análise, a inadimplência está com tendência de queda.

 

 

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