
O estudo online do consumidor ainda é pouco utilizado no Brasil, mas é um dos métodos mais eficazes e rápidos para se aplicar pesquisas de comportamento, de acordo com especialistas.
O convívio diário com a Internet traz cada vez mais inovações para a interação entre as pessoas no mundo online. As redes sociais, assim como a presença online estratégica de algumas empresas atuando com uma comunicação direta com seu target, estão movimentando cada vez mais o mercado. Em recente divulgação, o Ibope projetou a existência de 62,3 milhões de pessoas com acesso à internet em qualquer ambiente. Se falarmos em redes sociais, o número de usuários ativos no Brasil é de 20,6 milhões.
Dentro deste cenário, a pesquisa qualitativa na web tem ganhado espaço, mesmo que a passos tímidos. Este contexto 2.0 tende a ser parecido com as tradicionais discussões de grupos, com participantes conectados à Internet de suas casas e presentes simultaneamente em uma sala virtual, como a de um chat/bate-papo, respondendo ao mesmo tempo às questões do moderador, que também está online. Contudo, surgem também formas alternativas, com metodologias diferenciadas que levam em conta as características e a linguagem do mundo virtual.
Rodrigo Teco, diretor da Grafikonstruct, empresa responsável por criar estratégias online para marcas e empresas, vê na web um dos espaços mais eficazes para detectar tendências de consumo. “As pessoas estão cada vez mais no ambiente digital, mais de 60% das relações acontecem via web. O número de comunidades de redes sócias sobre marcas é imenso, e se tornam um excelente cenário para descobrirmos mais sobre as relações de consumo e o que agrada ou não ao público”, comenta.
Segundo o instituto Ipsos, entre as vantagens no uso da pesquisa online estão: possibilidade de estudos multifase com a mesma amostra, representatividade em cidades verticalizadas, em áreas nobres ou de alto risco, 100% de consistência dos dados coletados e a segurança garantida da homogeneidade na aplicação de um questionário.
Nos Estados Unidos essa metodologia é bastante difundida e há um movimento de expansão, em função da possibilidade de conduzir projetos internacionais online, sem deslocamento, e de se poder reunir virtualmente pessoas que estejam em cidades, estados ou países distantes, além de reunir públicos diversificados envolvendo pessoas de alta renda, mulheres de classe média, executivos, técnicos de várias áreas, líderes de opinião, etc.
De acordo com Teco, a estratégia é assertiva e pode trazer muitas vantagens para as empresas. “O público quer vivenciar uma experiência com a marca, não pode haver um abismo na comunicação entre eles. A internet impulsionou as ações interativas, uma conversa que começa online é integrada na vida das pessoas por completo, para isso é preciso conhecer bem o seu público, olhar com ‘olhos de consumidor’. Esse é o grande desafio e o diferencial das estratégias de marketing digital hoje”, finaliza o executivo.

