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Wi-Fi vira fator de risco no Pix: Bradesco usa biometria e redes confiáveis para conter fraudes

O Bradesco lançou a funcionalidade +Proteção com foco em reforçar a segurança das transações via Pix, combinando controle sobre redes Wi-Fi, autenticação biométrica e novas camadas de inteligência antifraude. A iniciativa responde ao aumento dos riscos em ambientes digitais, especialmente quando usuários acessam serviços financeiros por redes sem garantia de confiabilidade.

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A solução permite que o cliente cadastre previamente redes Wi-Fi consideradas seguras, como residenciais ou corporativas, e associe a elas limites mais elevados para transferências via Pix. Em contrapartida, ao se conectar a redes desconhecidas ou públicas, o sistema reduz automaticamente os limites de transação, criando uma barreira adicional contra fraudes.

Caso o usuário tente ultrapassar o valor definido para esses ambientes não confiáveis, entra em ação um segundo fator de autenticação: a biometria facial. Esse mecanismo adiciona uma camada crítica de proteção, principalmente em situações de perda, roubo ou uso indevido do dispositivo, ao exigir validação do titular para liberar operações de maior valor.

A estratégia do banco coloca a confiabilidade das redes Wi-Fi no centro da segurança digital, reconhecendo que conexões abertas ou comprometidas seguem como um dos principais vetores de risco para interceptação de dados e engenharia social. Ao permitir a classificação das redes e atrelar limites dinâmicos a esse contexto, o Bradesco introduz uma abordagem mais granular de gestão de risco no uso do Pix.

A funcionalidade está integrada ao aplicativo do banco e faz parte de um conjunto mais amplo de evoluções tecnológicas voltadas à proteção do usuário. Entre elas, a preparação para o MED 2.0, nova versão do Mecanismo Especial de Devolução do Banco Central do Brasil. Diferentemente do modelo atual, o sistema passa a rastrear o fluxo dos recursos entre múltiplas contas, ampliando a capacidade de bloqueio em casos de fraude.

As atualizações também acompanham mudanças regulatórias recentes e incluem ajustes na experiência do usuário e nos limites operacionais. O Pix por aproximação, por exemplo, passa a ter teto de R$ 500 por transação, em linha com diretrizes de mitigação de risco.

Ao incorporar variáveis como tipo de rede, autenticação biométrica e rastreabilidade das transações, o banco avança na construção de uma arquitetura de segurança mais adaptativa, alinhada ao crescimento do Pix e à sofisticação das fraudes digitais no país.

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