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2015 será o ano do M2M no Brasil, aposta GSMA

Decisão do governo de desonerar aplicações machine-to-machine (M2M) irá acelerar o desenvolvimento do mercado e colocará o Brasil em destaque ainda maior na região, segundo a GSMA.

 

Um ano após a regulamentação da redução do Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações) para as conexões M2M (Maquina a Maquina) o governo dá os primeiros passos para o fomento do mercado e, segundo executivos da GSMA, abre caminho para o país assumir a liderança no desenvolvimento de aplicações e oferta de serviços machine-to-machine na América Latina.

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A decisão foi publicada no Diário Oficial da União de 05/05/2014, mas a primeira reunião da Câmara de Aplicações M2M, criada pelo Ministério das Comunicações, deve acontecer agora em junho de 2015, informa Manoel Castro, presidente da GSMA Brasil – entidade que representa a indústria de tecnologia móvel -, ao informar que a entidade foi convidada para participar da iniciativa.

Com a redução, a Taxa de Fiscalização de Instalação (TFI) – que é cobrada para cada chip de celular habilitado, caiu de R$ 26,83 para R$ 5,68; e a taxa de Fiscalização de Funcionamento (TFF), que deve ser paga todos os anos para cada chip em poder do usuário brasileiro, sofreu redução de R$ 13, 40 para R$ 1,89.

“Isso é bem significativo”, diz Castro. “Cada conexão M2M gera receita de 1/4 de dólar e o imposto cobrado anteriormente superava este valor”, completando que “agora a conta começa a fazer sentido”.

Segundo ele, as oportunidades de mercado em M2M são vastas e vão de aplicações na área de saúde e educação, até as tradicionais conexões de máquinas, incluindo o roaming dos equipamentos. Castro acredita que 2015 será um ano em que esse mercado começará a evoluir no Brasil, país que vai, na sua visão, encabeçar o desenvolvimento de aplicativos desta área na América Latina.

Como parâmetro, a GSMA divulgou, nesta quarta-feira, 13, durante o primeiro GSMA Mobile 360 Series Latin America, no Rio de Janeiro, resultados de um estudo no qual estima uma base instalada de 16,1 milhões de conexões M2M na América Latina, no final de 2014. O dado colocava a região na 4a posição global, atrás da Ásia-Pacífico, Europa e América do Norte.

A expectativa é que o crescimento desse mercado seja da ordem de 25% ao ano até 2020, alcançando 62 milhões de conexões até aquele ano. A tecnologia M2M para celulares representa cerca de 2% do total de conexões na região, mas estima-se que cresça até 7% do total em 2020.

O Brasil, de acordo com o estudo, é o maior mercado da região, com 9,9 milhões de conexões M2M de celulares até o final de 2014, sendo responsável por 61% do total do mercado latinoamericano.

A jornalista viajou ao Rio de Janeiro a convite da GSMA.

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