Segundo o novo relatório da unidade de inteligência Heimdall, da ISH Tecnologia, a baixa tolerância ao tempo de inatividade operacional do setor de manufatura faz com que 71% dos malwares que visam este setor sejam ransomwares. Os grupos exploram a urgência pela retoma da produção para elevar as probabilidades de pagamento de resgates.
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O risco central reside na convergência entre a Tecnologia da Informação (TI) e a Tecnologia Operacional (OT). Como muitas unidades fabris operam com sistemas legados, a digitalização fez com que estes equipamentos tornem-se portas de entrada que permitem a invasores transitar do ambiente administrativo diretamente para o chão de fábrica.
Ciberataques vão além do sequestro de dados
A estratégia dos criminosos evoluiu para a chamada “dupla extorsão”: além de bloquear a linha de montagem, grupos como Akira e Qilin roubam propriedade intelectual e segredos industriais. A ameaça de fuga de dados sensíveis aumenta o poder de coação sobre as empresas, que enfrentam tanto o prejuízo imediato da paragem quanto o risco de perda de competitividade a longo prazo.
Entre as tendências mais graves está a extorsão sem criptografia, onde o foco é estritamente o roubo de dados críticos para chantagem, utilizando a exposição de VPNs como principal via de acesso.
A proteção do ambiente industrial exige agora uma segmentação rígida de redes e a implementação de autenticação multifator em todos os níveis de acesso. O cenário de hiperconectividade dita que uma falha na segurança digital é, invariavelmente, uma falha na produção física, o que obriga as indústrias a integrarem a resiliência cibernética como parte definitiva da sua estratégia operacional, afirma a ISH.
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