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Atendimento digital vai substituir ligações telefônicas em cinco anos, segundo estudo

Em pesquisa feita pela Atento, entrevistados também afirmam que não haverá desemprego no setor de contact center, mas mão de obra passará por requalificação.

O mundo está vivendo uma enorme transformação digital, principalmente nos negócios. Atingidos por fontes infinitas de informação, o consumidor espera estar conectado, a qualquer hora, em qualquer lugar, e no formato e dispositivo de sua escolha.

92% das empresas brasileiras disponibilizam atendimento via redes sociais

E, para entender essa realidade, o Núcleo de Estudos e Tendências da Atento, uma das empresas líderes mundiais em serviços de gestão de clientes e terceirização de processos de negócios (CRM/BPO) na América Latina e um dos três maiores provedores mundiais, realizou uma pesquisa, ao longo do mês de junho, com 540 consumidores do eixo Rio-São Paulo, a fim de identificar as suas necessidades e entender como será o futuro do relacionamento empresa-cliente.

A companhia também ouviu 63 executivos, líderes de 35 empresas de diversos segmentos. A ideia foi levantar a percepção da classe empresarial sobre o quanto as companhias pretendem investir em novos canais digitais e o quanto as prestadoras de serviços de contat center estão preparadas para atender a essa crescente demanda.

Desde 2014 o uso do celular ultrapassa o computador. Segundo a pesquisa Transformação Digital – Cliente, 93% das pessoas entrevistadas utilizam o smartphone para acessar a Internet. Um dado interessante é que, em 2008, apenas 14% das classes D e E acessavam a rede. Hoje, 92% da classe D e 88% da classe E possuem acesso. Quando perguntados sobre as demais formas de acesso à internet, a pesquisa constatou que 67% dos entrevistados possuem computador em casa, 51% acessam do trabalho e 20% utilizam tablet.

Quanto ao uso da internet, 87% dos entrevistados acessam a web para fazer pesquisas de produtos e serviços online. Apesar dos consumidores estudarem muito os preços na Internet, o índice de compras online, que é de 42%, ainda não ultrapassou o número de pessoas que compra em lojas físicas. 66% dos respondentes disseram que o fator mais decisivo na aquisição de produtos ou contratação de serviços é ter mais detalhes sobre os itens.

Além de pesquisar produtos e serviços, o estudo mostra que, atualmente, utilizar a internet para receber e enviar e-mails e acessar redes sociais ocupa a 2ª posição na rotina online dos consumidores, ficando em 3º lugar o uso do internet banking e em 4ª o acesso a portais de notícias, ler livros e revistas.

A interação das pessoas com as novas tecnologias também tem evoluído muito. Para se ter ideia, 89% dos consumidores afirma que já foram atendidos por assistentes virtuais. Quando questionados sobre o atendimento via robôs, a aprovação dos entrevistados foi de 51%, com destaque para os respondentes na faixa dos 36 a 45 anos, que somam 54% e representam o grupo com maior índice de aceitação a essa tecnologia. Embora seja um recurso novo, em uma situação de cobrança, por exemplo, a pesquisa identificou que 29% dos entrevistados preferem negociar uma dívida com um assistente virtual.

Em uma década à frente, 96% dos entrevistados disseram que as formas de contato entre as empresas e seus clientes deverão acontecer por meio de canais digitais, sendo bots (39%) o mais votado, seguido de aplicativo (27%), portal de autosserviço (13%), mídias sociais (7%), whatsapp (6%), chat (4%). A faixa etária acima dos 45 anos é que destacou esta tendência.

Em consonância com os clientes, a pesquisa Transformação Digital – Empresas, constatou que, embora o telefone seja o principal canal utilizado pelas empresas, canais como mídias sociais (71%), Portal Online de autosserviço (63%), assistente virtual (38%) e aplicativo/whatsapp (33%) aparecem como novas formas de comunicação. Neste sentido, o estudo revelou que 95% das empresas entrevistadas estão se preparando para investir em novos canais, como portal online de autosserviço e assistente virtual (bots).

Quanto ao volume, 81% dos entrevistados acreditam que o atendimento digital ultrapassará o volume de voz. 90% deles apostam que isso ocorrerá em até cinco anos. Por outro lado, 83% das empresas não acreditam que a queda da chamada telefônica elimina o atendimento humano. 67% apontam que os Contact Centers não estão preparados para atender a demanda futura por atendimento digital.

Quando perguntados a respeito das expectativas em relação ao atendimento ao cliente dada à digitalização e mudanças tecnológicas no curto e médio prazos, 76% dos empresários responderam que ‘proporcionar uma jornada ideal para o cliente e facilitar o acesso deles por meio de canais digitais’ é o que eles esperam com as mudanças tecnológicas. 62% dos executivos demonstram preocupação quanto à integração dos canais.

As empresas consultadas esperam que os Contact Centers ofereçam no futuro: tecnologias de inteligência artificial (71%), atendimento digital (57%), análises avançadas com visão 360º de seus clientes (54%), Bots (52%), omnichannel (48%), estratégias de engajamento baseadas em análises do comportamento e experiências da jornada do cliente (43%).

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