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AT&T passa a centralizar redes regionais para estabelecer 5G

Projeto de C-RAN começou em San Francisco e operadora começa a expandir iniciativas para densificar infraestrutura.

A AT&T começou a expandir sua arquitetura centralizada de RAN, acrônimo de Regional Area Network, rede de computadores de uma área específica que são maiores que as tradicionais LAN, nos Estados Unidos. Chamada de C-RAN, a iniciativa começou no início deste ano com a implantação de small cells usando a arquitetura centralizada em San Francisco, que estão sendo expandida para outras cidades, permitindo à operadora densificar sua rede e estabelecer as bases para o 5G.

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Segundo a AT&T, a definição de C-RAN é RAN centralizada, mas também pode significar Cloud-RAN, já que ela pode ser utilizada de forma intercambiável com a futura RAN virtualizada, ou V-RAN. Este é o próximo passo da operadora, que depende da centralização de sua infraestrutura para chegar à virtualização.

Gordon Mansfield, vice-presidente de RAN e Design de Dispositivos da AT&T, explica que a forma que a operadora decidiu implementar a C-RAN é baseada em onde a densidade de tráfego é a mais alta. “Quando há grandes quantidades de vídeo ou outro tráfego de dados na rede, isso requer densificação e, à medida que se densifica, está construindo essas camadas de forma centralizada”, diz.

Com isso, será possível mudar a topologia da rede para preparar as capacidades de onda milimétrica do 5G. “Estamos fazendo muito trabalho de prova de conceito no espaço virtualizado”, diz Mansfield. “À medida que avançamos para a 5G, espero que possamos virtualizar muitos dos componentes que estão em nossos locais centralizados.”

Ainda de acordo com o executivo, há lugares onde a implantação do C-RAN é mais difícil e por isso priorizam onde é fácil. Porém, ele afirma que não vão rejeitar essas áreas.

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