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Brasil pode ser protagonista em conectividade significativa, diz CEO da EAF

No painel Conectividade Significativa, Letramento Digital e Acessibilidade, o CEO da Entidade Administradora da Faixa (EAF), Leandro Guerra, apontou três grandes eixos de atuação da EAF: a liberação da faixa de 3.5 GHz para implantação do 5G; a implementação das infovias do programa Norte Conectado, com destaque para a execução de projetos de cidadania digital, como o Terra Preta; e a implantação de redes privativas e seguras da Administração Pública Federal.

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Responsável pela limpeza da faixa de frequência do 5G, a EAF concluiu o projeto em novembro de 2024, com 14 meses de antecedência, beneficiando mais de 5 milhões de famílias pelo programa Siga Antenado. O trabalho prossegue agora com o programa Brasil Antenado, que assegura parabólicas digitais gratuitas a famílias em áreas com baixa cobertura de TV aberta inscritas no CadÚnico. Até 2026 o programa chegará a 323 municípios de 16 estados, com mais de 670 mil famílias aptas a receber o benefício.

Segundo Guerra, o esforço conjunto entre EAF, Ministério das Comunicações, Anatel e operadoras colocou o Brasil na vanguarda mundial do 5G. De acordo com relatório de agosto da Ookla, empresa responsável pelo Speedtest, as redes móveis brasileiras (4G e 5G) ocupam a 4ª posição global em velocidade média de download. O país é hoje o líder no Ocidente em desempenho de redes móveis.

Outro destaque apontado pelo CEO é o Norte Conectado, maior projeto de infraestrutura digital da Amazônia. A EAF está implantando seis infovias subfluviais que, quando concluídas, terão mais de 9 mil km de cabos ópticos lançados nos leitos dos rios. A iniciativa compõe o Norte Conectado, que terá cerca de 12 mil km de cabos óticos e vai conectar mais de 70 cidades em seis estados, beneficiando cerca de 10 milhões de pessoas e preservando cerca de 68 milhões de árvores.

Já foram concluídas as infovias 02, 03 e 04, esta última entregue em Manaus em setembro, em cerimônia com os presidentes do Brasil e da Colômbia. Além de promover a integração regional, a infraestrutura garante internet de qualidade a escolas, hospitais, fóruns de justiça, unidades militares, entre outros. A expectativa é que até 2026 sejam concluídas as demais infovias.

No campo da cidadania digital, Guerra destacou o projeto Terra Preta, que capacita comunidades amazônicas para o uso seguro e produtivo da internet. O programa promove oficinas presenciais e digitais que incentivam práticas de cidadania digital, geração de renda online e valorização dos saberes tradicionais. Entre junho e agosto, mais de 230 pessoas participaram de oficinas no Amazonas; até o fim do ano, a ação chegará ao Pará e a Roraima.

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