Internacional

Briga software x hardware esquenta no VoiceCon

De um lado do ringue, a Cisco anunciou diversas parcerias para avançar ainda mais no mercado (entre elas a ampliação de uma aliança com a IBM). Do outro lado, a titã Microsoft comunicou a disponilidade, pela primeira vez, da versão beta de seu Office Communications Server, a estrela da sua estratégia para dominar o segmento.

Sobre qual pedra será construído todo o sistema de comunicações unificadas que surgirá através da telefonia IP: o software ou o hardware? Essa briga teve um novo e importante round nesta semana durante o evento VoiceCon, realizado em Orlando, na Flórida. De um lado do ringue, o peso-pesado que defende a infra-estrutura física, a Cisco, anunciou diversas parcerias para avançar ainda mais no mercado (entre elas a ampliação de uma aliança com a IBM). Do outro lado a titã Microsoft, que comunicou a disponilidade, pela primeira vez, da versão beta de seu Office Communications Server, a estrela da sua estratégia para dominar o segmento.

O apelo dos defensores do software é muito forte: preço. Segundo Jeff Raikes, presidente da divisão de negócios da Microsoft, nos próximos três anos as soluções de voz sobre IP custarão, em média, metade do preço atual. No entanto, para que esse resultado seja atingido, o executivo afirma que as empresas acabarão migrando para o modelo baseado em software, do mesmo jeito que acontece hoje com outras áreas da computação empresarial.

Já a Cisco, pelo lado dos que defendem os sistemas dedicados, toca na tecla da confiabilidade, da qualidade e, principalmente, das funcionalidades que essa modalidade pode trazer. Uma das grandes apostas da empresa, citada várias vezes por Charles Giancarlo, vice-presidente sênior e diretor de desenvolvimento da Cisco, é a chamada telepresença, um sistema de comunicação por vídeo de alta definição. “O poder do vídeo não pode ser subestimado”, disse Giancarlo. Isso realmente pôde ser confirmado durante o evento, onde os empresários presentes em geral mostraram uma alta receptividade à idéia.

No entanto, ambos concordam em um ponto: que o retorno do investimento com um sistema de comunicações unificadas ocorre quando esse é integrado aos processos de negócios já existentes na empresa.

Dessa maneira, o sistema pode cortar passos no esquema de comunicação dentro e fora de uma companhia, através de funcionalidades cada vez mais elaboradas e integradas a programas já em uso.

E como ficam os expectadores, ou seja, os principais interessados nessa briga? Apesar de terem sido apresentados com um dilema de ter ou não um PABX IP, os clientes parecem estar adotando uma postura muito mais prática e simples para encarar o problema.

Diversos empresários presentes no evento afirmaram que não pretendem adotar posições radicais e optar por um sistema ou outro. Eles preferem manter o que já têm e aos poucos adotar as novas soluções conforme elas forem se encaixando em seus planos de negócios.

Com isso, parece que a tendência num futuro próximo é vermos convivendo num mesmo ambiente um PABX virtual, com clientes de software em algumas áreas e até mesmo alguma coisa no sistema antigo, o analógico. Tudo se comunicando para melhor servir às necessidades do cliente.

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