Empresas devem investir constantemente, buscando soluções que ajudem a gerenciar a cibersegurança de maneira mais eficaz, a fim de neutralizar ameaças antes que qualquer dano seja causado.
*Por Ricardo Villadiego
A diminuição nos relatos de ataques de ransomware não são, necessariamente, uma boa notícia. Ao contrário do que se pensa, a redução pode significar que os cibercriminosos encontraram uma maneira bem sucedida de monetizar instantaneamente seus ataques a empresas, organizações e governos, o que lhes fornece recursos suficientes para investir em pesquisa e desenvolvimento.
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Como resultado, os atacantes ampliam sua capacidade de contornar sistematicamente as defesas de servidor existentes, bem como respostas aos ataques, ferramentas de segurança de e-mail e firewalls, o que, por sua vez, ajuda a aumentar continuamente as investidas – e a gerar prejuízo para as empresas.
Incidentes de ransomware efetivamente pressionam os negócios e afetam as organizações como um todo. Portanto, o primeiro passo para as empresas conseguirem acompanhar a constante evolução do cibercrime, se antecipar e responder adequadamente aos ataques é garantir que as ameaças cibernéticas sejam tratadas não mais como um risco de TI, mas como um risco comercial. É preciso adicionar camadas de visibilidade para aumentar a proteção de suas redes, mas também aderir aos fundamentos da cibersegurança.
Incidentes de ransomware que acontecem “do nada” costumam gerar uma certa incredulidade, porém existe uma correlação direta com sinais identificados na rede três a quatro semanas antes de uma empresa ser atacada. Chamamos isso de “precursores de ransomware”, e a presença desses elementos na rede pode antecipar um grande ataque com efeitos catastróficos.
Outro fenômeno observado com frequência são os “info stealers”, que basicamente roubam dados das organizações, e por isso precisam ser monitorados. Os info stealers não acarretam necessariamente uma grande interrupção às operações das empresas hoje, mas é provável que os cibercriminosos estejam usando os dados roubados para atacar outras organizações.
A inteligência artificial também aumentará o número de ciberataques, e as empresas ainda não estão cientes de como a IA afetará o cenário de ameaças que estão enfrentando atualmente.
Diante de tantos vetores de ataque em evolução, as corporações se perguntam como lidar com isso. Proteger a empresa não deve ser tarefa exclusiva de CISOs e SOCs. Os altos executivos e membros de conselho precisam fornecer os recursos financeiros necessários para elevar a postura de segurança de seus serviços, a fim de identificar e responder automaticamente a esses agentes de ameaça em suas redes.
Os colaboradores devem igualmente desempenhar um papel na defesa da organização, o que pode ser feito de maneira simples, como certificar-se de que, ao clicar em um link ou ao baixar um arquivo, não estejam expondo a empresa a riscos. A segurança é responsabilidade de todos.
Uma coisa é certa: o crime cibernético continua a evoluir, desenvolvendo novas maneiras de promover ataques. Saúde, educação e governo – especialmente nas administrações locais – são os setores mais afetados. Isso não quer dizer que exista lugar seguro. Como parte de seu empreendimento, os cibercriminosos se empenham em identificar os caminhos de menor resistência para suas investidas.
Portanto, a luta precisa ser travada nos termos dos adversários. As empresas devem investir constantemente, buscando soluções que ajudem a gerenciar a cibersegurança de maneira mais eficaz, a fim de neutralizar ameaças antes que qualquer dano seja causado. É uma medida crucial que deve ser tomada para garantir a proteção contra ataques cada vez mais sofisticados e manter a saúde dos negócios. * Ricardo Villadiego é fundador e CEO da Lumu Technologies.
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