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DDoS e extorsão ainda pressionam ISPs: 27% dos provedores relatam ataques em 2024

O estudo TIC Provedores 2024, divulgado pelo Cetic.br, mostra que as empresas brasileiras de provimento de acesso à internet avançaram na estruturação de práticas de cibersegurança, mas seguem expostas a ataques capazes de comprometer a qualidade e a continuidade dos serviços. Os dados indicam maior formalização no tratamento de incidentes, ao mesmo tempo em que ataques de negação de serviço continuam frequentes em todas as regiões do país.

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Segundo a pesquisa, 70% dos provedores utilizaram suas equipes de operação de rede para lidar com abusos ou incidentes de segurança em 2024, percentual superior ao observado em levantamentos anteriores. O estudo também aponta que 57% das empresas mantêm uma pessoa ou equipe dedicada exclusivamente ao tratamento desses incidentes, enquanto 50% recorreram à contratação de consultores externos especializados, sinalizando uma profissionalização gradual da resposta a ameaças digitais.

Apesar desse avanço, os ataques continuam sendo uma realidade para uma parcela relevante do setor. Em 2024, 27% dos provedores relataram ter sofrido ataques de negação de serviço (DDoS), com maior incidência nas regiões Sul e Sudeste. O impacto operacional permanece significativo: parte das empresas informou lentidão nos serviços prestados aos clientes durante os ataques e, em casos mais extremos, a interrupção completa de algum serviço.

O levantamento também evidencia que episódios de extorsão associados a ataques cibernéticos, embora menos frequentes, seguem presentes no ecossistema de provedores. Esse tipo de ocorrência reforça a pressão sobre empresas de menor porte, que muitas vezes operam com margens reduzidas e infraestrutura distribuída, especialmente em áreas rurais e municípios de pequeno porte.

Para o Cetic.br, os resultados mostram que a ampliação da conectividade no país precisa caminhar junto com investimentos contínuos em segurança digital, capacitação técnica e adoção de boas práticas de gestão de incidentes. Em um cenário de crescimento do número de provedores e de maior dependência da internet para atividades econômicas e serviços essenciais, a resiliência das redes passa a ser um fator estratégico para a sustentabilidade do setor.

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