Abranet, Brasscom, ABES, entre outras, assinaram documento pressionando senadores a votarem a favor da medida.
Para apoiar a aprovação com urgência de uma lei sobre a proteção de dados pessoais no Brasil, 46 entidades e organizações de diversos segmentos assinaram um documento pressionando o Senado para a votação do Projeto de Lei nº 53/2018, da Câmara dos Deputados. No documento, as signatárias enfatizam que a aprovação desta lei é essencial para proporcionar segurança jurídica aos cidadãos e agentes econômicos, e que vários países já contam com regramentos do gênero.
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Entre as entidades, estão Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), Associação Brasileira de Internet (Abranet), Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação e Comunicação (Assespro), Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) e Camara-e.net.
Recém-aprovado pela Câmara dos Deputados, o projeto de lei foi amplamente discutido nas duas casas do Congresso Nacional, envolvendo autoridades públicas e representantes da academia, da sociedade civil e dos setores empresariais. “O PLC nº 53/2018, ora sob a análise do Senado, é considerado pelos signatários deste manifesto, um texto que está em sintonia com as melhores práticas internacionais, equilibrando a garantia dos direitos individuais com a indução de novos modelos de negócios intensivos em dados”, diz o documento.
O projeto de lei encampa a criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, independente funcional e financeiramente, e do Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade, órgãos essenciais para a operacionalização da proposta.
“A futura Lei de Proteção de Dados Pessoais alcançará as esferas pública e privada, bem como setores econômicos com atuação nos ambientes tradicional e digital conectado. O texto aprovado pela Câmara dos Deputados legitima o tratamento de dados realizado com base em parâmetros e garantias adequadas aos seus titulares, com controle e transparência sobre os processos de tratamento, assegurando segurança jurídica e confiança ao ecossistema envolvido.”
Para as entidades que assinaram o documento, o Senado Federal tem oportunidade ímpar de conferir protagonismo ao Brasil, em termos de legislação de dados, passo fundamental para a inserção do País em foros internacionais, além de proporcionar um ambiente de negócios seguro que potencialize a atração e materialização de investimentos na ordem de R$ 250 bilhões em tecnologias de transformação digital até 2021.

