Sancionada pelo presidente Michel Temer em 14 de agosto, a Lei de Proteção de Dados Pessoais (LPDP) também virou tema de debate na Conferência Gartner Segurança e Gestão de Risco 2018. Com os baixos recursos financeiros para investir em cibersegurança, as empresas vão ter que repensar quais os dados que realmente desejam capturar e equilibrar na balança o risco e o benefício para o negócio, dizem os analistas da consultoria.
Formato de órgão para proteção de dados pessoais divide opiniões em seminário no Congresso
Segundo Felix Gaehtgens, diretor de Pesquisa do Gartner, as empresas precisam analisar os processos de captura de dados, reduzindo a aquisição de dados apenas para o que é útil ao negócio. “Esqueça a necessidade do CPF, endereço, etc., é preciso pensar nos dados pessoais como algo tóxico, que você não vai querer guardar”, diz.
Claudio Neiva, vice-presidente de Pesquisa do Gartner, lembra que também será preciso avaliar os sistemas de bancos de dados para saber como, e se é possível, classificar e tratar aquilo que já foi capturado. “Muitas empresas não têm noção de quais e onde estão armazenados os dados, nem mesmo para que são usados. Sancionando a nova lei, as empresas terão que repensar sua política de dados e seus sistemas”, conclui.

