A Kryptus, multinacional brasileira especializada em criptografia e segurança cibernética, ampliou seu Centro de Operações de Segurança (SOC) em Brasília (DF). A iniciativa visa oferecer mais recursos para órgãos governamentais e empresas do setor público, segmento cada vez mais visado por cibercriminosos.
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Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), realizada entre 2023 e 2024, revelou vulnerabilidades significativas na infraestrutura digital de alguns órgãos federais. Atualmente, o custo médio de uma violação de dados no Brasil é de US$ 1,36 milhão, segundo o relatório Cost of a Data Breach 2024, da IBM, o que evidencia a urgência de medidas preventivas robustas.
A empresa já atende diversas empresas e entidades do setor público, como Caixa Econômica Federal, Banco Central, PGR, STF, TRF5a, DATASUS, BNDES e Itamaraty, sendo reconhecida como Empresa Estratégica de Defesa pelo Ministério da Defesa.
SOC passou por testes
Para ilustrar a dinâmica de um ataque cibernético e a capacidade de resposta do SOC, o departamento promoveu, em dezembro passado, um exercício de simulação de ataque e defesa. Durante a demonstração, os presentes puderam conferir como um invasor consegue obter credenciais, através de um ataque do tipo “password spraying”, infiltrar-se por meio de phishing e escalar privilégios até comprometer senhas administrativas.
Os testes foram conduzidos pelos especialistas do SOC, divididos em equipe de ataque (Red Team), responsável por identificar possíveis brechas para uma tentativa de invasão; e equipe de defesa (Blue Team), que tem a missão de detectar e neutralizar ameaças de intrusão.
Além disso, o modelo de abordagem da Kryptus contempla o chamado “Purple Team”, que integra ferramentas e estratégias dos times de ataque e defesa em um mesmo cenário de invasão. Essa abordagem garante que tanto a visão do invasor quanto a do time de defesa estejam sempre atualizadas, ampliando a cobertura da avaliação.
Outro ponto de atenção levantado durante o exercício em Brasília foi a crescente personalização dos ciberataques. Cada vez mais, invasores contam com o uso da Inteligência Artificial para realizarem ataques massivos; quando bem sucedidos, eles passam a agir de forma mais direcionada e estratégica.
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