No primeiro trimestre de 2022, foram vendidos 713 mil tablets no Brasil, resultado 31% menor do que no mesmo período de 2021. Desse total, 367 mil aparelhos foram para o varejo e 346 mil para o corporativo, representando quedas de 45% e 1%, respectivamente, na mesma comparação temporal. As informações fazem parte do IDC Personal Computing Devices Tracker, da IDC Brasil.
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Segundo a consultoria, o recuo nos três primeiros meses deste ano se deu, principalmente, em função das questões econômicas que vêm reduzindo o poder de compra da população, como a alta da inflação e da taxa de juros.
No mercado corporativo, os resultados foram melhores, estimulados pela área educacional. Principalmente, pelas entregas de grandes licitações feitas ao longo de 2021 e no início deste ano. Dos 346 mil tablets destinados ao corporativo, 260 mil foram para a educação, um aumento de 4% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Além disso, observou-se um aumento da procura pontual feita por empresas, principalmente as pequenas, com até 99 funcionários, que adquiriram tablets para uso de seus colaboradores, cada vez mais inseridos em um modelo de trabalho híbrido
Quanto ao preço médio dos tablets – que gira em torno de R$ 1 mil – ficou cerca de 10% maior, enquanto a receita caiu 23% ano a ano. Nos primeiros três meses de 2022, esse resultado foi de R$ 736 milhões.
Expectativa
Para o restante do ano, a IDC Brasil projeta uma forte retração no mercado total de tablets, motivada, principalmente, pelo desaquecimento das vendas no varejo. Neste segmento, a expectativa é de uma forte retração, acima de 20% ano a ano.
Uma melhora na situação econômica do País também não é prevista, o que não ajuda a ter expectativas positivas para o setor. Além disso, a falta de componentes e a escalada dos custos logísticos também são fatores relevantes para a queda. A IDC só espera melhores resultados para 2023.
Já nas vendas para o corporativo, a expectativa é que o mercado sinta uma leve retração em quase todos os segmentos. Apenas o mercado corporativo privado deve se manter estável até o final do ano. A tendência é que os acordos em educação sejam reduzidos até ano que vem, quando o rumo presidencial estará definido.
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