Banda Larga

Operadoras: 3G e WiMax se complementam

Em uma discussão entre representantes das principais telcos que atuam no Brasil, consenso é de que uma tecnologia não irá excluir a outra. A idéia é que ambas deverão ser usadas em conjunto para ampliar a cobertura no território nacional. No entanto, os especialistas acreditam que, caso continue o impasse em relação ao WiMax, tecnologia poderá ser atropelada por alternativas ainda mais modernas, como o chamado 4G.

No mercado de acesso à Internet sem fio por banda larga, um possível enfrentamento entre o 3G e o WiMax parece estar sendo descartado pelas telcos que atuam no Brasil. Pelo menos essa é a opinião geral dos representantes das operadoras fixas e móveis que estiveram presentes no 13º Encontro Tele.Síntese.

Não há dúvidas de que todos concordam que as alternativas wireless de acesso são as mais capazes, num curto prazo, de atenderem à última milha – apesar de que muitos especialistas consideram que essa não é a melhor alternativa em termos de tecnologia e de estímulo à concorrência.

“As operadoras móveis terão um papel muito importante na massificação do acesso banda larga a curto e médio prazo. Elas poderão ter um caráter complementar às opções oferecidas pelas operadoras fixas, dependendo do mercado. Já as fixas terão que oferecer velocidades muito superiores às atuais para se manterem competitivas”, avaliou Eduardo Navarro, diretor de estratégia e desenvolvimento de negócios da Telefônica para a América Latina.

Dentro desse cenário, a grande aposta em termos de tecnologia, o WiMax, parece estar aos poucos perdendo importância no discurso dos executivos. Para a grande maioria dos presentes, o 3G tem dado conta do recado, e o WiMax tem passado para um papel de tecnologia complementar. “No mundo temos muito mais acessos via 3G do que com WiMax. Eu acho que as duas tecnologias vão sobreviver, mas o 3G será um serviço mais massificado, enquanto o WiMax irá complementar onde existirem necessidades específicas em relação à velocidade”, comentou Luiz Tenório Perrone, vice-presidente da Brasil Telecom. No entanto, na opinião do executivo, devido à restrição de espectro, não é possível contar com a terceira geração para levar a banda larga para todo o País. Já Marcelo Pereira, diretor de receita da Claro Brasil, atesta o sucesso do acesso 3G, citando a grande procura pelo produto recém-lançado pela empresa para Internet wireless em laptops. “No Nordeste temos até fila de espera para a aquisição do modem”, contou.

Apesar destas previsões, há quem pense que o tempo do WiMax já está passando. “Achamos que o WiMax não será mais necessário, pois a massificação se dará através do 3G e do 4G”, previu Carlos Duprat, vice-presidente da Ericsson. Para o executivo, a próxima geração de acesso móvel rápido, a chamada 4G, já está batendo à porta e é preciso correr atrás. “Nós perdemos o pé no 3G, mas não podemos fazer isso com o 4G. Precisamos investir para aproveitar essa onda”, sentenciou.

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