Análise Setorial

Os pecados em programas de Inteligência

ImagePara Alfredo Passos, sócio da Knowledge Management Company, entender como os gestores estabelecem estratégias é fundamental para que iniciativas de IC sejam bem sucedidas.

Na 11ª Conferência Anual de Inteligência Competitiva do IBC, Alfredo Passos, sócio da Knowledge Management Company, falou sobre os erros mais comuns em programas de inteligência, durante o painel “Os pecados cometidos em programas de Inteligência e como evitar que as iniciativas de IC nas empresas fracassem”.

O especialista mostrou uma recente pesquisa da SCIP, no qual 520 pessoas falaram sobre perfil profissional. Uma das conclusões tiradas pelo estudo é de que a área de Inteligência é pequena, mesmo em grandes corporações. Muitas são ligadas aos setores de marketing e mercado e não ao de planejamento estratégico. Outros items percebidos foram: os recursos destinados ao setor são limitados e variados, a maior parte do tempo é gasto em coleta de informações e análise e o e-mail supera cópias de relatórios impresso.

A partir dessa amostragem, Passos indicou erros cometidos pelos gestores das áreas de Inteligência. Por exemplo, na coleta, há a falta de revisão das fontes primárias e secundárias e a falta de acesso às redes sociais; já no item análise, existe a falta de motivação dos profissionais. “Percebo também que existe uma excessiva preocupação em realizar a coleta e análise e a falta de ouvir especialistas”, afirmou.

Na parte de gestão, Passos disse que os programas de inteligência fracassam porque os gestores não definem corretamente a Inteligência e não olham para o ambiente externo. “Muitas empresas são muito centralizadas e tem um controle forte, porém as informações são descentralizadas, outro pecado”.

Com essa falta de atenção, o especialista citou alguns temas críticos no processo de Inteligência, nos quais os profissionais devem ficar atentos: o aumento da concorrência, metas não alcançadas, perda de clientes, dificuldades para medir tamanho de mercado, dificuldade de posicionamento no mercado, desconhecer preferências do público-alvo e dúvida de onde investir. “Os gestores devem pensar seriamente nessas questões para que a área de inteligência alcance sucesso”, disse.

Para finalizar, Alfredo Passos deu dicas sobre como evitar o fracasso em programas de inteligência: entender a visão da inteligência; compreender o processo de tomada de decisão dos gestores; realizar um trabalho de seleção e planejamento das fontes primárias e secundárias e sempre analisar os objetivos e as informações coletadas de modo criterioso.

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