Um ecossistema tecnológico pode ser bastante complexo, principalmente se tratando de ambientes de desenvolvimento em empresas digitais ou que estão em transformação digital. Para enfrentar esses desafios, a engenharia de plataformas é uma solução que garante uma gestão eficiente de infraestruturas em nuvem e integra ferramentas para desenvolvimento ágil e seguro.
O que é engenharia de plataformas?
A engenharia de plataformas basicamente se concentra na construção e manutenção de infraestruturas e ferramentas que dão suporte ao desenvolvimento, à implantação e à operação de software de maneira mais rápida, segura e escalável. O objetivo é fornecer bases sólidas e eficientes chamadas de golden path (termo em inglês que significa “caminho otimizado” e refere-se a um conjunto de boas práticas que padronizam processos para garantir eficiência e evitar erros).
CONTEÚDO RELACIONADO – Iniciativas de IA no Brasil vão de criação de conteúdo até desenvolvimento de código, aponta relatório
Entre as funcionalidades estão a criação de pipelines, ou seja, conjunto de instruções, CI/CD (integração contínua/entrega contínua), configuração de infraestrutura como código, monitoramento e registro de aplicações, segurança de plataforma e otimização de desempenho. A principal ferramenta da engenharia de plataformas é o IDP (internal development plataform), que atua na automatização do processo de ciclo de vida da aplicação.
De acordo com o Gartner, irão alcançar a adoção generalizada até 2027. “Tudo que se aplica em uma engenharia de plataforma é via código. A maior parte das empresas já fazem isso e estão focadas em ter um IAC (infrastructure as code). Então, se já estão investindo nisso, o próximo passo é ter uma plataforma que orquestra tudo, ou seja, a engenharia de plataformas”, explica Dennys Cabrerizo, gerente de arquitetura da Dedalus, líder em serviços de cloud computing e Data & AI (foto).
Benefícios para os negócios
Cabrerizo pontua a seguir quais são os impactos positivos a nível de negócios com a implementação dessa inovação. Conheça:
- Aplicável em qualquer tipo de negócio que haja uma área de desenvolvimento.
- O golden path pode ser elaborado dentro de padrões (patterns) que já fazem parte do trabalho da equipe, por exemplo, banco de dados, topologia e arquétipo.
- O/a desenvolvedor/a não precisa se preocupar com o que não faz parte do seu dia a dia (endereço de IP, conectividade, segurança, etc), porque tudo isso já foi pensado no golden path.
- Diminuição da necessidade de reaprender a infraestrutura toda vez que se inicia um projeto novo. “Por exemplo, desenvolvo softwares para o varejo e peguei um projeto de CRM; não preciso reaprender, pois o golden path é o mesmo”, destaca Dennys.
- Uma vez que o script que vai gerar a infraestrutura estiver pronto, o tempo de desenvolvimento e entrega é muito menor.
- Com padrões, a chance de ter um erro durante a implementação é menor.
- É um investimento que traz reflexos a curto e a longo prazo, pois não é uma ferramenta que pode se tornar obsoleta.
Como implementar
Para adotar a engenharia de plataforma, o primeiro passo é fazer uma análise do cenário. “É importante iniciar a implementação com os padrões que o time de desenvolvedores já conhece bem, porque desta forma é possível trabalhar como a ferramenta vai operacionalizar o dia a dia. Uma vez que estiver funcionando bem, é possível seguir e implementar outros padrões ou, até mesmo, melhorar os padrões já estabelecidos”, detalha o gerente de arquitetura.
Dennys lembra ainda que a duração do projeto depende de alguns fatores, como quantidade de padrões e o tipo de sistemas que a empresa possui, podendo durar algumas semanas ou meses.
Solução inédita que unifica a interface
Um dos problemas enfrentados na implementação da engenharia de plataformas é o receio de que será preciso contratar um profissional exclusivamente para atuar na gestão na nova infraestrutura. Atenta a isso, a Dedalus desenvolveu uma solução exclusiva que simplifica a complexidade da gestão de plataformas, integrando várias ferramentas em uma única interface. Isso elimina a necessidade de contratar profissionais adicionais, tornando a plataforma autossuficiente e escalável para o futuro.. “A engenharia de plataforma é formada por várias ferramentas. Quando se organiza todo esse sistema em uma única plataforma, torna-se algo que faz mais sentido para o cliente que está contratando, desmistificando como algo que é complicado”, pontua Dennys.
Tendência em vista
Existem ferramentas de IDP (internal developer platform) que podem ser entendidas como um produto que implementa a engenharia de plataformas. Inclusive, existem frentes dos fornecedores de nuvem que não têm uma ferramenta de plataforma de engenharia, mas já têm ferramentas de automatização que podem ser integradas a essa plataforma. “Nesse sentido, a grande tendência para um futuro próximo no mercado é a integração facilitada entre os fornecedores de nuvem”, destaca Dennys. Ao trabalhar o desenvolvimento em um golden path, nem sempre é necessário saber em qual nuvem o projeto está hospedado; o que importa é que a aplicação vai funcionar com os requisitos pré-definidos.
Participe das comunidades IPNews no Instagram, Facebook, LinkedIn

