Antonio Gil defende a desoneração da folha, aumento da base da pirâmide trabalhista, fortalecimento e renovação das empresas de tecnologia.
No III Seminário TelComp 2010, representantes de companhias de Telecom e TIC comentaram a respeito das políticas públicas essenciais para o setor no Brasil.
Para o membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, ligado à presidência da República, Antonio Gil, a tecnologia da informação, hoje, é o oitavo maior mercado do mundo e registra US$140 bilhões. No entanto, segundo ele, esse mercado não é suficiente. “Esse mercado de US$60 bilhões de TI e US$80 bilhões de TIC, tem a mão de obra mais cara do mundo. O nosso problema é o alto custo de profissionais, o que gera a incapacidade de investimento por parte das empresas”, explica ele.
Outro problema que Gil aponta é a discrepância na distribuição trabalhista. “O Brasil não tem uma pirâmide de mão de obra, tem um pentágono. Precisamos redistribuir os profissionais nas áreas”, alerta, apontando que o país necessita, inicialmente, de empresas maiores, pois as existentes estão sendo compradas por estrangeiras.
“Para mim, quatro pontos iniciais para melhorar o setor de tecnologia no Brasil são: desoneração da folha, aumento da base da pirâmide trabalhista, fortalecimento das empresas e renovação”, finaliza.

