O varejo brasileiro e o setor de combustíveis enfrentam hoje um gargalo estrutural que custa muito caro: a fragmentação tecnológica. A dificuldade em lidar com múltiplos sistemas que não conversam entre si gera uma ineficiência que corrói a lucratividade na ponta. Segundo pesquisa da Abrappe em parceria com a KPMG (2025/2026), o setor perde cerca de R$ 36,5 bilhões por ano com quebras operacionais e perdas identificadas.
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A urgência em estancar esse prejuízo mudou a pauta das lideranças. De acordo com o relatório Gartner (2025), 64% das empresas de varejo no país colocaram o investimento em integração tecnológica e Inteligência Artificial (IA) como prioridade máxima, com o objetivo de unificar os dados de vendas físicas e digitais (omnichannel). Como resposta direta a essa demanda, a Verifone lança na Autocom, em São Paulo, seu novo portfólio. A empresa tem como objetivo fazer com que a tecnologia atue como infraestrutura crítica de negócios, e não apenas como ponto isolado de captura de transações.
“O Brasil é um dos mercados de pagamentos mais dinâmicos do mundo. Nosso objetivo com os novos lançamentos é simplificar a operação na ponta, oferecendo uma tecnologia que ganha escala conforme o negócio cresce, para garantir que a inovação seja um motor de vendas, e não um custo adicional”, afirma Caetano Altieri, Head da Verifone no país.
Para a companhia, o mercado nacional é prioritário na transição da empresa para o modelo de plataformas unificadas. Ao integrar Inteligência Artificial e sistemas operacionais padronizados, a Verifone permite que os lojistas ganhem escala e reduzam drasticamente o tempo e os custos na adoção de inovações.
A Verifone encontra na Autocom o palco para mostrar como a tecnologia deixa de ser um gerador de atrito para se tornar um orquestrador do comércio. O maior símbolo dessa virada de chave é a chegada da família Victa ao Brasil. O principal desafio de parceiros de software (ISVs) e grandes varejistas sempre foi a necessidade de desenvolver um aplicativo diferente para cada tipo de terminal nas lojas. Com o sistema operacional VAOS, um único desenvolvimento funciona nativamente em toda a linha de equipamentos, encurtando o tempo de lançamento de novos serviços (time-to-market).
Apoiada em processamento de alto desempenho e certificações de segurança rigorosas (PCI 6 e 7), essa arquitetura permite desde operações ultracompactas em balcões com espaço reduzido (versão Mini) até a mobilidade total no varejo de rua e logística de entrega (variante Portable), integrando leitura de códigos e impressão em alta velocidade no mesmo dispositivo.
Resiliência no alto giro
Para o varejo de massa, onde a queda do sistema significa perda imediata de receita e problemas de conformidade tributária, a infraestrutura exige disponibilidade ininterrupta. Nesse cenário, a linha X990 Pro+ atua suportando o intenso fluxo de pagamentos instantâneos (Pix), aproximação (NFC) e carteiras digitais. Com bateria de 3.500 mAh e interface direta para comunicação fiscal, a solução foi desenhada para a realidade das operações que simplesmente não podem parar.
Integração total para postos de combustíveis
A complexidade atinge seu pico no segmento de combustíveis e conveniência. Para este mercado, a empresa introduz o Ecossistema Petros, uma inteligência que transcende a operação na bomba. Em vez de gerenciar a pista de abastecimento e a loja como negócios separados, a plataforma unifica os dois ambientes por meio da Commander Platform.
O sistema centraliza desde o autoatendimento (self-checkout) até a gestão de pedidos de alimentação, enquanto uma camada de segurança preditiva estruturada em Inteligência Artificial monitora a integridade de todos os terminais em tempo real. Essa integração em nuvem detecta tentativas de fraude de forma proativa e assegura a resiliência da operação 24 horas por dia.
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