Análise Setorial

Um produto chamado informação

Discutir os prejuízos causados por problemas de qualidade de informações é um pré-requisito de sucesso.

Com o crescimento da concorrência em todos os segmentos empresariais e o conseqüente aumento do nível de exigência dos clientes, é raro que uma empresa consiga permanecer no jogo corporativo sem um bom planejamento estratégico. Um dos pilares fundamentais desse plano é manter um relacionamento estreito com o cliente, seja para vender produtos ou ofertar serviços, seja para coletar reclamações e pedidos ou ainda prestar informações e esclarecimentos. Para que essa comunicação entre empresa e clientes seja eficiente, no entanto, é necessário contar com uma base de dados cadastrais de qualidade, livre de erros e duplicidade.

Além de depreciar a imagem da empresa no mercado e dificultar a comunicação com os clientes, a imprecisão nas informações pode gerar expressivas perdas financeiras. Especialistas afirmam que cerca de 15% de todas as abordagens via telemarketing, e-mail marketing e mala direta sequer encontram o destinatário, causando prejuízos que podem chegar a 225 mil reais ao mês. Para suavizar esse dano, criou-se um novo conceito que visa tratar a informação como um produto. Isso significa entender a importância estratégica das informações e investir em ferramentas e serviços que organizam e aperfeiçoam a base de dados, diminuindo os erros e fortalecendo os canais de comunicação com os clientes

Acessar o cliente onde ele estiver

O envio de mala direta foi, possivelmente, a primeira forma utilizada pelas empresas para se comunicar com seus clientes ou possíveis consumidores. Rápidas, baratas e eficientes, as cartas padronizadas definiram um novo padrão de contato no mundo comercial. Anos depois surgiu um método ainda menos custoso e muito mais imediato, o telemarketing. Febre no Brasil a partir da década de 1980, os telefonemas se tornaram a mais importante ferramenta utilizada para a realização do marketing direto. Segundo dados da ABT (Associação Brasileira de Telesserviços), o segmento fechou o ano de 2006 com um faturamento de 4 bilhões de reais e 675 mil operadores de telemarketing. Por ser tão rápido quanto o telemarketing, mas ainda mais barato – reduz custos de criação e envio, além de eliminar despesas de impressão e manuseio – o e-mail marketing angariou, ao longo dos últimos anos, adeptos entre empresas do mundo todo.

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